São Paulo - A terceira geração dos ''Meninos da Vila'' pode alcançar hoje algo que as outras tentaram, mas não conseguiram: o título da Copa Libertadores da América. Para sair do Pacaembu com o tricampeonato, o Santos precisa de uma vitória sobre o Peñarol, por coincidência, o mesmo adversário no primeiro título, em 1962 - no ano seguinte, o Peixe conquistou o bi em cima do argentino Boca Juniors.
No primeiro jogo, disputado em Montevidéu, na semana passada, ocorreu empate sem gols. Sendo assim, em caso de nova igualdade ao término dos 90 minutos, será disputada uma prorrogação de 30 minutos. Se o empate persistir, o campeão será conhecido na cobrança de pênaltis. Ao contrário das fases anteriores, na decisão, não há o critério de desempate nos gols marcados fora de casa.
O Santos terá um grande trunfo nesta noite. O meia Paulo Henrique Ganso se recuperou da lesão muscular que o tirou de ação por seis semanas e está confirmado. Com ele em campo, Danilo atuará na lateral direita, sua posição de origem, e Pará volta ao banco de reservas. As outras novidades do Alvinegro são os retornos de Edu Dracena, que cumpriu suspensão no primeiro jogo, e Léo, recuperado de lesão.
No treino de ontem, o técnico Muricy Ramalho fez mistério. Treinou com 12 jogadores de linha, incluindo Ganso e Léo. Ele só deve revelar o time que entra em campo no vestiário do Pacaembu.
Favoritismo
O fato de ter voltado para o Brasil com um empate sem gols aumentou o favoritismo do Santos para a final. Os jogadores, no entanto, descartam entrar em campo de ''salto alto''. Eles sabem que precisam respeitar o Peñarol, responsável pelas eliminações dos então favoritos Inter-RS e Vélez Sarsfield, da Argentina.
''O grupo está tranquilo. A euforia é de fora para dentro. Entendemos que a torcida está empolgada. Mas a gente que está dentro de campo tem que passar tranquilidade. Todos jogadores estão tranquilos e seguros que podemos fazer um um grande jogo contra o Peñarol'', garantiu o goleiro Rafael.

- Leia mais sobre a final da Libertadores na página 2.




EM SÃO PAULO

Santos

Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Zé Eduardo e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho

Peñarol

Sosa; González, Valdéz, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Freitas, Aguiar, Corujo (Pacheco) e Mier; Martinuccio e Olivera (Alonso). Técnico: Diego Aguirre

Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Estádio: Pacaembu
Horário: 21h50

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