Santos - O Santos vai precisar muito mais do que o eficiente futebol mostrado nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro para superar o Nacional, do Uruguai, hoje, às 21h40, na Vila Belmiro. Vai precisar de sangue frio para não cair nas previsíveis provocações, uma especialidade do adversário, e não se desesperar diante da forte marcação que os uruguaios vão fazer, prevalecendo-se das características da Vila, que na partida pode ser aliada do visitante.
O time precisa de toda segurança de Fábio Costa, em franca campanha para chegar à seleção de Carlos Alberto Parreira, do futebol atrevido e demolidor de Robinho, das jogadas cerebrais de Diego, da regularidade de Renato e da força de seu ataque com Ricardo Oliveira para ganhar pelo menos pela diferença de um gol para se classificar às quartas-de-final da Copa Libertadores da América, dando importante passo na direção da conquista do título continental.
O técnico Leão interpretou o noticiário dos jornais do Uruguai de ontem e concluiu que o Nacional quer segurar o 0 a 0 e levar a decisão para os pênaltis. Ele trabalhou a cabeça de seus jogadores para que não procurem fazer o mesmo que o Nacional no Estádio Centenário, usando de todos os tipos de expedientes para sair de uma desvantagem de 0 a 2 para o heróico empate de 4 a 4.
No retorno do time, Leão reclamou que houve de tudo no jogo, menos futebol, inclusive cenas dignas de briga de cães, ao mesmo tempo que pedia para que Diego exibisse para as câmeras de televisão o ferimento que sofreu num dos dedos da mão direita ao ser mordido por um uruguaio, logo após a marcação do pênalti para o Santos. ''O que houve lá não foram provocações. Foram agressões mesmo'', afirmou o técnico. ''Vontade de dar o troco não falta, mas não podemos entrar no jogo deles'', confessa Léo, que saiu de campo ainda no primeiro tempo com uma forte pancada no tornozelo direito.
Como Diego e Ricardo Oliveira estão confirmados, após cumprirem suspensão pelo Campeonato Brasileiro, Leão ficará com excesso de jogadores para o meio-de-campo se Elano se recuperar. ''Ainda não decidi quem sai''. Quem corre maior risco é Nenê, que pelos gols que tem feito e o futebol que está jogando, não pode voltar a ser um reserva de luxo.

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