O Santos tropeçou de novo na Vila Belmiro, permitindo que o Juventude empatasse por dois gols no final do jogo de ontem. A torcida mais uma vez não perdoou e protestou contra o técnico Geninho que, a partir dos 30 minutos do segundo tempo, passou a ouvir o grito de ''burro''.
Os torcedores, para o treinador, deviam pressionar o árbitro e incentivar o time. ''Estou chateado porque em Santos não se reconhece o trabalho sério de quem se esforça'', disse, admitindo até a hipótese de deixar o comando da equipe.
Já o Juventude se sentiu à vontade na Vila Belmiro. ''Tivemos tranquilidade e jogar fora tem sido melhor para nós, pois em casa sentimos a pressão'', disse Leonardo Manzi, o autor do gol de empate.
A polêmica maior foi a subsituição do volante Vágner - autor do primeiro gol - por Elano, aos 40 minutos, numa tentativa feita por Geninho para tornar a equipe mais ofensiva. A alteração não deu certo e o time, pouco depois, cedeu o empate numa jogada em que Vagner fez falta dentro da área. ''Se o Vagner não tivesse cansado, não teria mexido no time'', disse Geninho.
Aos dois minutos do primeiro, Robert cruzou para Vagner marcar, de cabeça, o primeiro gol santista.
Aos 11 minutos, Cléber derrubou Michel dentro da área e, na cobrança do pênalti, Fernando empatou a partida.
Aos 27 minutos, numa cobrança de falta, Galván desviou de cabeça para o lateral Valdir marcar, também de cabeça. O segundo tempo foi do time gaúcho. No final do jogo, aos 45, Leonardo Manzi aproveitou cruzamento e, de cabeça, empatou a partida. A torcida do Santos respondeu com o coro de ''burro, burro''.

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