São Paulo - Mais do que a volta triunfal à Taça Libertadores da América, o ressurgimento do Santos como uma das principais forças do futebol brasileiro, aliado à força e popularidade do Corinthians, serviu para reacender uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. Corintianos e santistas protagonizam atualmente as disputas mais acirradas entre equipes paulistas, consolidada com o encontro na final do Campeonato Brasileiro de 2002, cujo troféu foi para o Litoral.
E vários fatores indicam que a temporada 2003 servirá para consolidar ainda mais tal situação. Ambos os times encontram-se em posição de destaque, representando o País na principal competição do continente. Ou seja, se não houver nenhum imprevisto, torna-se iminente um clássico alvinegro para definir quem segue e quem fica pelo caminho. Isso sem falar no Campeonato Paulista.
Para temperar ainda mais os futuros encontros, um detalhe que certamente não será esquecido pelos corintianos é o restrospecto do ano passado. Nas cinco partidas que disputaram, o Santos ganhou todas, aí incluídas as duas na final do Nacional. Não é à toa que o time comandado por Emerson Leão é a sensação do momento. E não só no Brasil, como pôde ser visto na Colômbia após a vitória por 5 a 1 sobre o America de Cali.
Sempre eles! Porém, existe um detalhe que vai massagear o ego dos corintianos. A rivalidade entre clubes muda conforme o momento, mas só 50%. São-paulinos, palmeirenses e santistas revezam-se na posição, sempre contra o mesmo adversário: o Corinthians. Um exemplo clássico vem dos anos 60. Embora o Palmeiras fosse o único time capaz de encarar o Santos de igual para igual, era justamente contra o Corinthians que ocorriam os jogos mais acirrados.
A picuinha entre corintianos e santistas ficou apagada por 18 anos, período que separou duas finais de campeonato disputadas pelos dois clubes: o Paulista de 1984 e o Brasileiro de 2002. Nesse tempo, o clima entre os dois ficou tenso em duas oportunidades. O primeiro no início de 1998, quando o então técnico santista Vanderlei Luxemburgo trocou a Vila pelo Parque São Jorge. Três anos depois, Marcelinho Carioca fez o caminho inverso e motivou novas rusgas.
Agora, o grande desafio cabe ao Corinthians. Como parar os endiabrados ''meninos da Vila''. E o lateral-direito Rogério que o diga. A possibilidade de as pedaladas de Robinho na final do Brasileiro voltarem a ser assunto lhe causa arrepios. ''Isso é passado!'' diz.

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