São Paulo - Santos e São Paulo ficaram no 0 a 0, ontem, na Vila Belmiro, no clássico válido pela 23. rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, a equipe santista caiu para 15. posição na tabela de classificação, com 27 pontos, enquanto que o time tricolor se encontra em sexto lugar, somando 36 pontos, ainda longe do G4 - o grupo de classificação à Copa Libertadores.
Apesar de serem os clubes das principais promessas do futebol brasileiro, Neymar e Lucas, e estarem acostumados a jogar para decidir títulos ou vagas em fases importantes de campeonatos, Santos e São Paulo fizeram um clássico fraquíssimo. O jogo serviria para diminuir um pouco a frustração das duas equipes pelas campanhas irregulares no Brasileirão, mas o desempenho de ambas não permitiu que isso acontecesse.
A atual fase dos santistas está tão complicada que até a torcida perdeu a paciência com o clube. Horas antes do clássico, os muros do CT Rei Pelé foram pichados novamente. Dessa vez, a diretora santista foi o alvo das críticas.
Um clássico entre as equipes não terminava sem gols desde agosto de 2008 (ou 15 jogos). O último empate em 0 a 0 aconteceu no Morumbi, em 31 de agosto de 2008, pelo segundo turno do Brasileirão. Nas últimas 15 partidas entre as duas equipes, fora a deste domingo, haviam sido marcados 51 gols. A média de gols do duelo, em duelos pelo Nacional, era de 3,06 por jogo.

Ganso

O principal personagem do clássico entre Santos e São Paulo foi um jogador que não esteve em campo: Paulo Henrique Ganso. Durante os 90 minutos, o time da casa sentiu demais a falta não apenas de Neymar (está com a seleção brasileira no Recife), mas também de um jogador com qualidade no passe e talento para comandar o time. Após o jogo, sobrou coragem a Léo ao cobrar o fim da novela em que se transformou a situação do meia. Para o lateral-esquerdo, o assunto ''já encheu o saco'' e a diretoria está na obrigação de decidir o destino do jogador.
''Tem de acabar logo essa novela mexicana do Ganso. Já encheu o saco toda essa palhaçada. Tem que resolver isso. Tem que valorizar o profissional que já foi campeão pelo clube'', discursou Léo, sem medo de bater de frente com os cartolas da Vila Belmiro. O lateral-esquerdo comparou o momento de Paulo Henrique Ganso com o vivido por Elano, há pouco tempo. ''Ele não valia nada no Santos, foi para o Grêmio está jogando muito bem''.
As declarações de Léo irritaram um dos mais próximos colaboradores do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e membro do Comitê Gestor, Pedro Luis Nunes Conceição. Ele disse que jamais usou microfone para criticar jogador que atuou mal ou para apontar quem está fora de forma. ''Léo extrapolou. Esse é um assunto que diz respeito exclusivamente à diretoria''.
No São Paulo, o técnico Ney Franco definiu de forma sucinta a forma como seu time encarou o empate sem gols com o Santos: ''saímos daqui com o sentimento de que perdemos a oportunidade de levar os três pontos''.




EM SANTOS

Santos 0

Rafael; Bruno Peres, David Braz, Durval e Léo; Adriano (João Pedro), Ewerthon Páscoa, Gerson Magrão (Bernardo) e Felipe Anderson; Pato Rodriguez (Victor Andrade) e André. Técnico: Muricy Ramalho

São Paulo 0

Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi e Rhodolfo (Ademilson); Douglas, Denilson, Casemiro, Jadson (Wellington) e Cortez; Osvaldo (Cícero) e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco

Árbitro: Marcelo A. de Souza (SP)
Estádio: Vila Belmiro
Expulsão: Denilson
Renda: R$ 153.500,00
Público: 6.379 pagantes

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