Santos - O Santos ressuscitou. Na tarde de ontem, na Vila Belmiro, segurou um empate por 0 a 0 com o Palmeiras no primeiro grande clássico do Paulistão. A garotada comandada por Emerson Leão jogou de igual para igual com o agora milionário time de Vanderlei Luxemburgo, que ainda não pôde contar com os reforços Diego Souza e Lenny.
O clássico já havia começado em dezembro, quando Leão chegou à Vila Belmiro e reclamou da ''herança maldita'' deixada por Luxemburgo, seu antecessor, que respondeu com ironia: ''Os times por onde passo ficam órfãos depois que vou embora.''
Dentro de campo, na primeira vez que os dois técnicos desafetos se encontraram em 2008, ninguém venceu. O empate deu um alento ao Santos de Leão, que havia caído por 2 a 0 diante da Portuguesa na estréia do Paulistão. Mas a torcida santista deixou a Vila Belmiro pedindo contratações ao presidente Marcelo Teixeira.
Já o Palmeiras de Luxemburgo, ainda em formação e sem todos os reforços prontos para jogar, até que saiu satisfeito da Vila Belmiro. Com o empate fora de casa num clássico, chegou aos quatro pontos no campeonato, já que tinha vencido o Sertãozinho na estréia.
Para evitar outra derrota, Leão mudou o Santos: o atacante Wesley deu lugar ao zagueiro Adailton. Assim o time passou de um arriscado e pouco efetivo 4-3-3 para um 3-5-2 muito mais cauteloso e condizente com a realidade santista.
Do outro lado, Luxemburgo fez o contrário: sacou o volante Makelele e lançou o meia ofensivo William - que atuou quase como um atacante, formando um trio com Alex Mineiro e Luiz Henrique.
Como resultado dessas mudanças, o Palmeiras começou o clássico sufocando o Santos. Os três zagueiros de Leão sofriam para controlar os três atacantes de Luxemburgo. Valdivia foi, de longe, o melhor jogador do primeiro tempo. Mesmo estando sempre marcado de perto, o meia chileno desfilou todo o seu repertório.
Mas, sem transformar o domínio em gols, o Palmeiras permitiu que o Santos respirasse. Faltaram boas chances de gol, sobrou violência. Talvez influenciados pelo ódio mútuo entre seus técnicos, os jogadores dos dois times se provocaram o tempo inteiro. Pierre bateu boca com Tabata. Valdivia e Adriano se xingaram durante os 90 minutos, enquanto Luiz Henrique e Betão também se desentenderam.

EM SANTOS

Santos 0

Fábio Costa; Adaílton, Evaldo (Domingos) e Betão; Filipi, Marcinho Guerreiro, Adriano (Anderson Sales), Rodrigo Tabata (Wesley) e Carlinhos; Renatinho e Kléber Pereira. Técnico: Emerson Leão

Palmeiras 0

Diego Cavalieri; Élder Granja (Wendel), Gustavo, Dininho e Leandro; Pierre, Martinez, Willian (Osmar) e Valdívia; Luiz Henrique (Makelele) e Alex Mineiro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Árbitro: José Henrique de Carvalho
Estádio: Vila Belmiro
Público: 11.407
Renda: R$ 199 mil

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