Agência Estado
De Santos e São Paulo
Num clássico de muita correria e poucos lances de brilho, Santos e Portuguesa demonstraram que ainda não se acertaram neste Campeonato Paulista e empataram por 1 a 1, ontem na Vila Belmiro. Até os gols, um originado de um pênalti ‘estranho’ e outro, contra, atestaram o baixo nível técnico das equipes.
O resultado mantém o Santos na liderança do Grupo 6, com 11 pontos. A Internacional de Limeira tem dez e a Lusa, sete. Apesar de jogar fora de casa, os jogadores da Portuguesa lamentaram o empate, que deixa o time fora da zona de classificação.
‘‘Foi um castigo, para nós, sofrer o gol no fim da partida’’, referindo-se ao gol contra de Simão, aos 49 minutos do segundo tempo. Ele substituiu o titular Ronaldo, contundido, e teve boa atuação.
No início da partida, o Santos dava a impressão de que faria, pela primeira vez no Paulista, uma grande apresentação. Em apenas um minuto, Valdir teve duas boas chances.
Com o passar do tempo, porém, a Portuguesa conseguiu administrar o jogo e abriu o placar num lance estranho. O atacante Leandro reclamou que teria sofrido uma falta de Galván. Mas o árbitro Paulo César Oliveira nada marcou. Márcio Santos acreditou que a jogada estivesse parada e segurou a bola com as mãos dentro da área. O juiz não teve dúvidas e marcou pênalti.
Leandro cobrou o pênalti e Carlos Germano fez grande defesa. Mas não conseguiu segurar a bola e, no rebote, o próprio Leandro fez de cabeça o gol da Portuguesa.
No segundo tempo, o time da casa continuou pressionando, mas parou nas boas defesas de Fabiano. Nos contra-ataques, a Portuguesa também criou boas chances, principalmente com Leandro, o melhor da equipe.
O técnico Carlos Alberto Silva buscou todas as opções para tentar reverter o placar. Colocou Caio, Eduardo Marques e Deivid. Mas foi muito vaiado pelos torcedores, que o chamaram de ‘‘burro’’, por tirar Baiano, que vinha jogando bem e assustando o adversário em chutes de longe.
O trinador foi salvo por um lance casual. Aos 49 minutos, Valdir dominou a bola na direita e cruzou com força. A bola bateu na cabeça de Simão e entrou. O gol de empate acalmou o ânimo da torcida e prolongou a vida de Silva no comando da equipe.
O ex-cruzeirense Marcelo Ramos, um antigo ‘‘carrasco’’ do Palmeiras, foi o herói da vitória alviverde por 2 a 1 sobre o Botafogo, ontem no Palestra Itália. Em um jogo monótono e de pouca emoção, o atacante fez os dois gols e ajudou a equipe de Luiz Felipe Scolari a continuar na liderança do Grupo 5 do Campeonato Paulista, com 11 pontos, 5 à frente que os demais concorrentes.
Com a derrota, o Botafogo permaneceu com 6 pontos, mas, agora, ao lado de União São João e Rio Branco, que, em Americana, venceu o rival por 4 a 3, deixando a chave, uma das mais disputadas da competição, totalmente embolada.
Nos outros jogos da rodada disputadas ontem, a Matonense não tomou conhecimento do Araçatuba e fez 3 a 0, em Matão. A Internacional, de Limeira, foi a Mogi-Mirim e venceu o rival por 2 a 1. Em Americana, o Rio Branco recebeu o União São João, de Araras, e também venceu por 4 a 3. O destaque deste jogo foi Marcus Vinícius, que fez os quatro gols do rio Branco.
No sábado, o Corinthians manteve o aproveitamento de 100% ao vencer a Ponte Preta por 4 a 2, no Canindé. Agora, o Timão soma pontos, 11 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado do grupo 4, a Matonense.
Na outra partida de sábado, O São Paulo foi a Campinas e superou o Guarani por 3 a 2. Com a vitória, o Tricolor manteve a liderança do Grupo 3, com 16 pontos. A equipe de Campinas tem 10, em segundo lugar.

NA VILA BELMIRO
Santos 1
Carlos Germano; Michel, Galván, Márcio Santos e Dutra; Baiano (Eduardo Marques), Rincón, Valdo e Robert (Caio); Valdir e Dodô (Deivid). Técnico: Carlos Alberto Silva
Portuguesa 1
Fabiano; Denílson, Émerson, Tinho e Wagner; Simão, Sandro Fonseca, Marquinhos e Evandro; Leandro e Bentinho. Técnico: Nelsinho Baptista
Árbitros: Paulo César Oliveira e Luís Cansian
Estádio: Vila Belmiro, em Santos
Gols: Leandro aos 10 minutos do 1º tempo e Simão (contra) aos 49 do 2º
Renda e público: não divulgados

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