O São Paulo, quatro derrotas consecutivas, tenta reagir contra o Santos, às 16 horas de hoje, no clássico do Morumbi, mas terá pela frente um adversário forte e em melhor fase. Se o técnico Emerson Leão está tranquilo, seu colega Nelsinho Baptista sabe que dificilmente resistirá no cargo se o Tricolor perder mais uma vez no Brasileiro.
Nem o currículo invejável nem o título do Campeonato Paulista livram Nelsinho Baptista da ameaça comum aos treinadores que estão em má fase: demissão.
Para quem acompanha os bastidores do São Paulo, já se ouve falar até em nomes de prováveis substitutos do técnico se o time perder no clássico: Paulo César Carpegianni, Ricardo Gomes e Carlos Alberto Silva. Nelsinho não poderia ter reação mais irritada. ‘‘Não admito que a imprensa venha com essa conversa de que eu estou pressionado a ganhar do Santos para não ser demitido. Não tenho receio de nada mas estou muito triste.’’
Enquanto isso, o técnico Leão preparou o Santos para quebrar um tabu de sete anos sem vitória sobre o São Paulo no Morumbi. O time terá Jean na quarta-zaga, substituindo Sandro (suspenso) e Aristizabal foi mantido no ataque, ao lado de Viola. ‘‘Não temos nada a ver com a crise do adversario e não podemos nos distrair com o que acontece la’’, recomendou o treinador aos seus jogadores.
A lição parece ter sido bem aprendida, principalmente depois do descuido na última partida, quando o Atlético Mineiro chegou a golear a equipe por 4 a 1, cedendo depois o empate. ‘‘Foi um aprendizado’’, disse o zagueiro Argel, que não pretende passar por outra experiência igual. Viola repete a instrução: ‘‘Não nos interessa a crise do São Paulo’’. O atacante acha que, apesar da crise, o adversario é sempre perigoso. ‘‘Eles vão procurar se reerguer em cima do Santos’’, alerta.
Leão procurou não improvisar e escalou Jean como quarto-zagueiro, levando Gustavo como opção para a defesa.Arquivo FolhaExperiênciaMárcio Santos tenta dar estabilidade à zaga do São PauloAgência Estado

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