Santos e Boca, o assunto da semana
O que deu no último jogo entre o Boca e o Santos?, pergunta o torcedor desinformado. A resposta vem do filósofo palmeirense Ruy Lima: Del gado. A partida de amanhã entre Santos e Boca Juniors, no Morumbi, é o assunto da semana. Como diria o mesmo palmeirense: o Boca é o Brasil na final da Taça Libertadores. Não é bem assim. Acredito que a maioria dos torcedores vai mesmo é torcer para o Santos. A equipe santista ficou tanto tempo sem ganhar um título expressivo que se tornou simpática às demais torcidas. É interessante sentir aquele cheiro de naftalina em lugares onde há dois ou mais santistas.
E torcida é o que precisa a equipe. Vencer o Boca nunca é fácil, ainda mais numa final de competição tão importante. Os jogadores vão precisar de sangue frio para aguentar as provocações e sangue quente para inflamar a torcida e receber o empurrão necessário para tentar encurralar os argentinos.
No primeiro jogo o Santos foi melhor, criou inúmeras oportunidades mas não marcou. Faltou aquele detalhe: o gol. Apesar de que eu sempre achei que gol não é detalhe, é tudo.
Também é preciso dizer ao Robinho que não adianta ter habilidade sem inteligência. A reclamação do atacante é que o Boca marca muito bem. Ora, sem marcação qualquer pé-duro, com um mínimo de intimidade com a dona bola, joga bem. Robinho tem habilidade, velocidade e de capiau não tem nada, portanto, está na hora de mostrar o que sabe. Se não o fizer, poderá deixar de se chamar Robinho para entrar no grupo do Rubinho, aquele da Ferrari.
- Fazia tempo que não ocorria uma cena tão curiosa no Estádio do Café em Londrina. Na partida de sádado entre Londrina e Caxias, o técnico Roberto Fernandes, do Tubarão, determinou a entrada do atacante Gilsinho no lugar do volante Dário. Qual não foi sua surpresa quando o sinalizou dizendo que não iria sair. A torcida ficou pasma vendo a recusa do jogador. Sobrou para o lateral Fabinho que acabou cedendo lugar a Gilsinho.
- Há quem diga que nesta coluna o Corinthians é sempre criticado. É uma inverdade. Domingo, por exemplo, na goleado por 1 a 0 sobre o Fluminense, o atacante Liédson fez um golaço. Liédson é um atacante diferente dos que atuam em clubes grandes. Ele geralmente não tem a menor preocupação com a plasticidade do gol. O que quer é ver a rede balançar. Poucos finalizam com a precisão e rapidez de Liédson. O gol que fez no domingo mostrou que pode juntar as três coisas precisão, rapidez e plasticidade e ainda ver a rede balançar.
- Paulo Bonamigo está se firmando como um dos principais técnicos brasileiros. É paciente e ótimo estrategista. Não é à toa que ele está fazendo o Coritiba, um time apenas mediano, chegar tão longe no Brasileirão.





