Santos - O Santos promete anunciar hoje se vai efetivar o interino Marcelo Martelotte para substituir Adilson Batista ou contratar um novo técnico. Apesar das derrotas contra Colo Colo e Bragantino, em três dias, os dirigentes negam que o clube esteja em crise e dizem que vão agir com equilíbrio.
Muricy Ramalho continua sendo o candidato mais forte para assumir o time que vai mal na Copa Libertadores da América e começa a cair também no Campeonato Paulista. Porém, como o ex-treinador do Fluminense quer descansar durante um mês antes de negociar com qualquer clube, o presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, afirmou que vai respeitar a quarentena.
''Hoje (domingo) não temos novidade. A decisão sobre a questão do técnico será amanhã (segunda-feira)'', disse o diretor de futebol do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição, ontem à tarde.
A impressão é de que a cúpula santista está propensa a manter Martelotte no cargo pelo menos por mais uma semana para só depois tentar convencer Muricy a interromper o descanso para assumir o time. O importante é que até o jogo de volta contra o Colo Colo, dia 6 do mês que vem, quando o Santos decidirá o seu futuro na Libertadores, o novo treinador tenha sido contratado.
O estranho é que, de um momento para o outro, os dirigentes santistas deixaram de falar com entusiasmo sobre a possibilidade de contratar Muricy. Talvez pelo alto padrão salarial do técnico. Os comentários são de que, no Fluminense, Muricy ganhava aproximadamente R$ 600 mil mensais.
E se ele não der certo no Santos, como aconteceu com Adilson, quanto custaria ao clube dispensá-lo? Todos esses aspectos estão sendo pesados pela administração e assessores especiais do presidente antes de tentar contratar um profissional tão caro.

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