Santos defende favoritismo ante Kashiwa
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Luis Augusto Monaco <br> Agência Estado 
Toyota - Chegou o dia que o Santos espera desde 22 de junho, quando ganhou o tricampeonato da Libertadores depois de 48 anos da segunda conquista. O jogo contra o Kashiwa Reysol, a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Toyota, no Japão, representa não só a estreia no Mundial de Clubes da Fifa, mas um obstáculo a ser transposto para, então, chegar ao momento mais esperado do ano: a final de domingo na cidade de Yokohama, que só não será contra o Barcelona se o time espanhol resolver arrumar as malas e voltar para casa antes de enfrentar o Al-Sadd, do Catar.
É hora de esquecer os percalços da preparação - lesões de Léo, Elano e Adriano (este último nem pôde ser inscrito no Mundial) -, a agitação causada pela entrevista dada por Paulo Henrique Ganso no fim de semana confirmando que vendeu 10% de seus direitos econômicos para a DIS e o frio cortante que faz no Estádio Toyota. Quando o árbitro italiano Nicola Rizzoli apitar o início do jogo, a tradição da camisa branca e a superioridade técnica dos santistas terão de se impor ao entusiasmo da equipe japonesa.
Depois de cinco dias de treino no Japão (os três últimos bem leves), os jogadores do Santos estão ansiosos para entrar em campo. Sabem da importância do jogo de estreia no Mundial e da responsabilidade que carregam. Uma derrota nesta quarta-feira será uma grande marca de fracasso em suas carreiras, ao passo que a vitória tirará um peso considerável de suas costas e os colocará na condição de azarões numa eventual final contra o Barcelona.
Muricy confirmou a escalação do zagueiro Durval na lateral-esquerda, no lugar do veterano Léo, deixando Bruno Rodrigo como companheiro de zaga de Edu Dracena. E também definiu a presença do meia Elano no meio-de-campo, apesar dos problemas físicos que ele enfrentou recentemente. ''A experiência conta muito numa competição internacional. O Elano não está 100% fisicamente porque só fez dois jogos depois que se recuperou da lesão, mas pelo que vi nos treinos está pronto para nos ajudar bastante'', explicou o treinador.
Os principais trunfos do Santos para conseguir a vitória são os dribles de Neymar, o oportunismo de Borges e a visão de jogo de Ganso. E as circunstâncias criaram mais um: o jogo aéreo. O jogador mais alto do elenco do Kashiwa Reysol é o lateral-direito Sakai, com 1,83m. O goleiro Sugeno, por exemplo, tem apenas 1,79m. Por baixo ou por cima, com velocidade quando possível ou cadenciando o jogo para sossegar os elétricos japoneses, o Santos vai partir para cima do rival na semifinal do Mundial. Pelo sonho da terceira estrela.
EM TOYOTA
Santos
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Arouca, Henrique, Elano e Ganso; Borges e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Kashiwa Reysol
Sugeno; Sakai, Masushima, Hashimoto e Kondo; Otani, Leandro Domingues, Jorge Vagner e Kurisawa; Tanaka e Kudo. Técnico: Nelsinho Baptista
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Estádio: Toyota Stadium
Horário: 8h30 (de Brasília)



