Santos - Voto vencido na contratação de Cuca, o presidente Marcelo Teixeira se recusou a ouvir palpites e já decidiu que o ex-auxiliar Márcio Fernandes Figueiredo, santista de nascimento, 46 anos, será o técnico do Santos até o fim do Campeonato Brasileiro.
Prevendo o possível fracasso, o dirigente fez uma única exigência quando chegou ao clube a nova comissão técnica, de cinco integrantes: que Cuca aceitasse Márcio Fernandes como mais um auxiliar-técnico. Foi atendido. Naquele momento, Teixeira começava a preparar o sucessor do treinador que aceitou a sugestão para pedir demissão, após o novo vexame na Vila Belmiro, com a derrota de virada, por 3 a 2 para o Atlético-MG, nesta quarta-feira.
''Sou funcionário do clube e tenho sempre que estar à disposição. Quando as coisas estão bem não aparecem oportunidades. É claro que é difícil assumir o time num momento como o atual, mas estou preparado e espero ter mais sorte do que o meu antecessor'', afirmou o novo comandante santista ontem à tarde. Ele se considera a melhor saída para a atual situação. ''Vamos precisar de muita conversa e tranquilidade. Não adianta colocar o dedo na ferida. Temos que achar o remédio certo para curá-la'', disse.
Grato, ao se despedir na noite de quarta-feira, Cuca ignorou o presidente, agradecendo apenas o diretor Luiz Antônio Ruas Capella - ''que foi quem me contratou'', disse.
Depois de Cuca, falou o diretor de futebol. Ele negou o interesse por Serginho Chulapa, nome que tem o apoio de vários jogadores, e de Alexandre Gallo. ''Márcio Fernandes é homem da nossa confiança e a programação está mantida'', assegurou.

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