Santos - Quando Vanderlei Luxemburgo foi anunciado como novo técnico do Santos, em substituição a Emerson Leão, no dia 8 de maio, até o santista mais rancoroso, contrário à sua volta à Vila Belmiro, viu algumas vantagens na troca de comando. A principal delas: o time estaria sempre entre os melhores do país e disputando títulos porque o treinador que chegava, ao contrário do seu antecessor, é do tipo que exige a contratação dos melhores jogadores do mercado e gosta de trabalhar com estrelas. Foi assim no Palmeiras e no Corinthians, com suporte financeiro da Parmalat e Hicks Muse, respectivamente.
Nos primeiros dias do técnico no clube parecia que a história iria se repetir no Santos. Passaram a ser especulados até pelos cartolas santistas nomes do nível de Marcos (Palmeiras), para o gol; Antônio Carlos (Turquia), que foi titular da Seleção Brasileira, seria o zagueiro experiente para dar credibilidade à defesa ao lado de Léo; César Sampaio para o meio-de-campo e Rivaldo para o ataque.
Luxemburgo alimentava os boatos, com respostas evasivas. ''Contratação é assunto interno. Quando uma negociação for concluída, anunciaremos o nome do reforço.'' Outro indicativo: nos últimos dias de Leão como técnico, o Santos apresentou Deivid como reforço para o ataque.
O ex-técnico santista não demonstrou o menor entusiasmo ao falar do novo atacante e ficou a impressão de que havia sido pego de surpresa. Ricardinho, cujo interesse surgiu ainda no tempo de Leão, só chegou depois que Luxemburgo assumiu.
Porém, aos poucos, o quadro foi mudando, com a chegada de jogadores comuns, como Ricardo Bóvio, volante de 23 anos, e o lateral-direito Flávio, 24, ambos procedentes do Chernomorets, da Rússia; e o meia Marcinho, descoberto por Luxemburgo no CRB, de Alagoas. A exceção pode ser o goleiro chileno Nelson Tápia, 37.

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