Santos, 05 (AE) - Resolvida a pendência com o jogador colombiano Freddy Rincón, que não corre mais o risco de ter que deixar o clube, a diretoria do Santos inicia agora a a investigação sobre as possíveis irregularidades na realização de peneira para o clube, em Pernambuco, no ano de 1998. O diretor do Departamento Jurídico santista, Vicente de Cascione, determinou hoje a instauração de uma sindicância, seguindo assim a orientação do presidente do clube, Marcelo Teixeira. "O caso precisa ser apurado embora não sejamos nós, dessa diretoria, os envolvidos. A peneira foi realizada na gestão do Samir (Abdu Hack) e é uma irregularidade a mais que se junta a outras que estão sendo apuradas pelo Conselho Deliberativo", afirmou Cascione.
Ele explicou que a sindicância vai seguir rito semelhante ao dos processos jurídicos e que, por isso mesmo, demanda tempo. "Primeiro vamos ouvir os queixosos: ou eles vêm para cá ou o Santos manda alguém para lá a fim de constatar o que realmente ocorreu e verificar, inclusive os anúncios publicados nos jornais da época".
Ele lembra que uma iniciativa como essa implica em despesas e necessita da autorização do presidente do clube. "A outra hipótese será enviar correspondência solicitando informações". Posteriormente os acusados serão ouvidos para que possam ser verificadas as provas de ambos os lados e chegar a uma conclusão.
Cascione avalia que o caso da peneira precisa ser apurado "até para situar que tipo de omissão houve, ou não, por parte da diretoria passada. Para saber se houve, ou não, leviandade enfim para checar o ocorrido". De acordo com o diretor do Departamento Jurídico, é interesse do Santos apurar os fatos para saber se houve, ou não, responsabilidade da diretoria e "até que ponto o Santos negligenciou ou não de suas responsabilidades".

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