Santos cede empate ao Flu nos descontos
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domingo, 25 de agosto de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O Santos fez sua melhor apresentação no Campeonato Brasileiro e não merecia o castigo de levar um gol no último minuto da partida com o Fluminense, na tarde de ontem, no Maracanã. O empate por 1 a 1 pode ser atribuído à falta de sorte dos santistas, que chutaram duas bolas na trave, e também à atuação muito ruim do árbitro Carlos Eugênio Simon. Ele esteve confuso na maior parte do tempo e cometeu um erro grave ao deixar de dar um pênalti claro do zagueiro Zé Carlos em Robinho, no instante em que o Santos vencia por 1 a 0 e dominava o adversário.
No final da partida, os jogadores do Santos cercaram Simon e o técnico Emerson Leão, a contragosto, teve de contê-los. A reclamação referia-se ao tempo do gol de Roni, aos 47 minutos e 30 segundos da etapa final. Simon havia determinado acréscimo de três minutos. Portanto, o protesto não fazia sentido.
Apesar do apoio da torcida que durou somente 30 minutos , o Fluminense parecia apático, errava muitos passes e não produzia nada. Mérito do Santos, com um esquema de marcação excelente que pôs na roda o Tricolor.
Diego e Robinho davam uma canseira na irregular zaga do Fluminense. Os dois foram os melhores em campo e responsáveis por quase todas as jogadas de perigo do Santos. Léo também aparecia bem pela esquerda, com rapidez.
O gol dos visitantes ocorreu aos 10 minutos do segundo tempo. Robinho chutou a bola na trave. No rebote, ele mesmo deu um passe preciso para Diego finalizar de esquerda, sem defesa para Murilo.
O Fluminense piorava a cada minuto e era envolvido pelo futebol ágil e objetivo do Santos. Simon ignorou o pênalti a favor do time de Emerson Leão e acompanhava os lances de longe. Quando ninguém esperava, Romário surgiu na área e tocou a bola para Roni empatar, de cabeça, após uma dividida com André Luís.


