Santos busca acordo para realizar eleição
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de dezembro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 02 (AE) - O Santos tenta amanhã um acordo para poder realizar as eleições para a renovação do Conselho Deliberativo, suspensas sábado por medida liminar concedida pelo juiz Rogério Márcio Teixeira, da 12ª Vara Cível, que visa garantir o direito adquirido pelo conselheiro Nelson Barros Rodrigues de ser considerado membro efetivo do órgão, não havendo necessidade de participar do pleito. Caso haja entendimento, a escolha poderá ser realizada no sábado, mas, caso contrário, o processo poderá demorar até dois anos para ser julgado, segundo comentou o advogado de Rodrigues, Renato Lemos Guiimarães.
O adiamento, na opinião dos líderes das duas chapas que concorrem, acabou prejudicando o próprio clube. É que o calendário está ficando apertado e o time para a próxima temporada precisa começar a ser montado logo. O primeiro passo será a contratação da comissão técnica e, por conta da indefinição, os santistas tiveram que liberar o técnico Paulo Autuori e o nome de consenso para dirigir o time - Nelsinho Batista - acertou com a Portuguesa de Desportos semana passada.
Solução - Além de Nelson Barros Rodrigues, há outras pessoas na mesma situação: com dez anos no cargo, durante cinco gestões consecutivas, o conselheiro passa a ser efetivo. Como não há vagas, fica na condição de suplente e seu nome passa a constar em todas as chapas, garantindo a eleição.
Rodrigues havia completado os requisitos na quinta-feira
ante-véspera da eleição e disputava pela chapa situacionista Tradição Alvinegra.
Para garantir o direito recentemente adquirido, entrou com ação cautelar na justiça, conseguindo a liminar que suspendeu a eleição na sexta-feira. À noite, depois de uma reunião com os dirigentes, decidiu desistir da ação, mas aí já era tarde. Quando o presidente do Conselho, Florival Amado Barletta abriu os trabalhos, recebeu da mão de oficiais de justiça a determinação judicial para adiar a eleição. O líder da chapa oposicionista Marcelo Teixeira, lamentou o cancelamento das eleições e informou que seu grupo não se movimentou para cassar a liminar porque havia a garantia de que as eleições seriam realizadas diante de o conselheiro ter desistido da ação. Ele acusou a diretoria e o conselho atual de má-vontade. Por outro lado, o candidato situacionista José Paulo Fernandes, da Tradição Alvinegra, também lamentou o adiamento das eleições. Em nota publicada hoje na imprensa local, "reitera veementemente que os integrantes da Tradição Alvinegra não mediram esforços para garantir a realização da eleição, que não ocorreu em razão de uma medida judicial obtida isoladamente por um conselheiro do clube".


