San­tos - O San­tos apre­sen­tou o ata­can­te Ro­ni, de 31 ­anos, on­tem, pa­ra di­vi­dir com o ar­ti­lhei­ro Klé­ber Pe­rei­ra e o ex-vas­caí­no Mad­son a res­pon­sa­bi­li­da­de de fa­zer os ­gols do ti­me em 2009. Ele jo­gou por ­dois clu­bes ja­po­ne­ses - Yo­ko­ha­ma Ma­ri­nos e Gam­ba Osa­ka - na tem­po­ra­da pas­sa­da e pe­de, pe­lo me­nos, 10 ­dias pa­ra en­trar em for­ma, o que po­de in­via­bi­li­zar a sua par­ti­ci­pa­ção no amis­to­so do pró­xi­mo do­min­go, no Pa­caem­bu, con­tra ad­ver­sá­rio a ser acer­ta­do.
  O seu con­tra­to é de um ano e o seu sa­lá­rio não foi in­for­ma­do. ‘‘Meu fu­te­bol não mu­dou nes­se ano em que ­atuei no ­Japão’’, afir­mou Ro­ni. ‘‘Jo­go da mes­ma ma­nei­ra dos tem­pos do Flu­mi­nen­se e do Cru­zei­ro, sain­do pa­ra os la­dos. Não sei ­atuar co­mo pi­vô. Te­nho ex­plo­são e fi­na­li­zo mui­to ­bem’’, de­fi­niu o seu es­ti­lo.
  A ex­pli­ca­ção de Ro­ni pa­ra o seu re­tor­no ao ­país é que a cri­se mun­dial atin­giu tam­bém o fu­te­bol ja­po­nês. ‘‘Os di­ri­gen­tes do meu clu­be, o Gam­ba Osa­ka, re­sol­ve­ram li­mi­tar a ­dois o nú­me­ro de jo­ga­do­res bra­si­lei­ros na equi­pe e dar ­maior opor­tu­ni­da­de aos ja­po­ne­ses, o que fa­ci­li­tou a mi­nha ­saída’’, con­tou. ‘‘Es­tou fe­liz por vol­tar por­que em um ano de Ja­pão sen­ti fal­ta até da pres­são que o jo­ga­dor so­fre nas gran­des equi­pes no ­Brasil’’.
  O San­tos é o se­gun­do clu­be pau­lis­ta na car­rei­ra de Ro­ni. Em 1996, ele te­ve uma rá­pi­da pas­sa­gem pe­lo São Pau­lo. ‘‘Es­pe­ro ser ti­tu­lar e aju­dar Klé­ber Pe­rei­ra, que é um dos maio­res ar­ti­lhei­ros do ­país. Só o fa­to de jo­gar no clu­be que te­ve Pe­lé, o me­lhor de to­dos os tem­pos, já é um or­gu­lho. A mi­nha von­ta­de de fa­zer su­ces­so é ­maior ain­da por­que to­da a mi­nha fa­mí­lia tor­ce pe­lo San­tos. Meu avô (Do­min­gos) ser­viu o Exér­ci­to, em San­tos, e meu pai (Mil­ton) e meu so­gro (Ge­ral­do) tam­bém são ­santistas’’, re­ve­lou.

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