Santos apela ao coração de Ganso para mantê-lo no clube
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
Bruno Deiro <br> <br> Agência Estado 
São Paulo - O Santos aposta na mesma estratégia que usou com Neymar, no ano passado - quando por pouco não se transferiu ao Chelsea, da Inglaterra -, para estender a permanência de Paulo Henrique Ganso. O meia, porém, evitou como pôde confirmar que seguirá no clube da Vila Belmiro até a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão.
No Pacaembu, pouco depois da conquista do tri da Copa Libertadores da América, contra o PeÀarol, Paulo Henrique Ganso mostrou habilidade também diante dos microfones para desviar do assunto. ''Vou seguir honrando a camisa do Santos e deixar que as coisas aconteçam naturalmente''. Com forte interesse de clubes da Europa, especialmente dos italianos Milan e Internazionale, ele embarcou nesta quinta-feira para a Argentina, para a disputa da Copa América com a seleção brasileira.
Até esta semana, o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, usava como trunfo a Libertadores para afastar o assédio europeu sobre Paulo Henrique Ganso. Com o fim da competição, o dirigente sabe que mesmo o título não é suficiente para seduzir o camisa 10. A estratégia, segundo ele, é repetir a conversa que teve com Neymar, que recusou proposta de 3,5 milhões de euros (R$ 8 milhões) anuais do Chelsea.
''Aqui ele poderá continuar em evidência perto dos amigos, das namoradas, na mesma língua que conhecem e com arroz, feijão e farofa. O bom senso vai prevalecer e a paixão também'', afirmou Luis Alvaro. ''Vamos segurá-lo usando o amor ao time, o prestígio que tem com a torcida e os recursos que vamos buscar junto aos parceiros do clube''.
Para provar que o prestígio do time santista extrapola as barreiras nacionais, Luis Alvaro usou um dado curioso. ''Fiquei sabendo que a final no Pacaembu deu audiência recorde em Montevidéu. Tenho certeza que foi porque todos por lá também queriam ver o Santos''. O dirigente santista, no entanto, reconheceu que seu otimismo beira o ufanismo. ''Sou ciumento com meus atletas. Por mim, encerrariam a carreira no clube, virariam dirigentes e depois até presidentes. Mas sei que é impossível''.


