Enderson Moreira completa hoje apenas 13 dias do momento em que assinou contrato para substituir Oswaldo de Oliveira e comandou seu primeiro treino no Santos. O treinador dirigiu a nova equipe em três partidas (duas vitórias e uma derrota) e teve pouco tempo de treinamento entre um jogo e outro. Apesar da preparação ter sido feita em tempo reduzido, Enderson não pode reclamar de falta de intensidade neste seu início de trabalho na Vila Belmiro.
Os últimos dias foram de agitação. Primeiro pela própria demissão de Oswaldo, que surpreendeu até mesmo parte da diretoria do clube. Depois, as declarações polêmicas do presidente Odílio Rodrigues, que afirmou ter vergonha da Vila Belmiro, as pichações no muro do estádio pedindo raça ao time e a derrota para o Sport tumultuaram ainda mais o ambiente. Pelo pouco tempo no cargo, a crise instaurada não havia respingado em Enderson Moreira. Pelo menos até sábado, quando ele se irritou durante a entrevista após a vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba.
A opção de tirar Gabriel (autor das duas assistências) e não Leandro Damião, que vinha produzindo pouco na partida, gerou questionamentos. Em um deles, houve a indicação de que interferências da diretoria poderiam ter motivado sua escalação. Enderson reagiu intolerante.
- Eu fico constrangido com um tipo de pergunta dessas. Estou há 17 anos no futebol e nunca tive que repartir minha responsabilidade. O que faço, eu faço. Batalhei para chegar aqui e vejo uma falta de respeito - disse o treinador, bem irritado.

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