Santo André: festa do campeão sem faixa
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quinta-feira, 01 de julho de 2004
Agência Estado 
Santo André - A torcida do Santo André mostrou que na alegria e na confiança no time não tem nada a dever a de qualquer rival mas ainda se esforça para se acostumar com o fato de ser campeã. Ontem, na cidade, todo mundo tentou, mas ninguém achou para comprar na cidade uma faixa de campeão, ítem indispensável para uma torcida vencedora. Quem tinha, improvisou.
A torcida do Santo André foi a torcida do campeão sem faixa, se bem que ninguém ligou muito para isso, a ordem na cidade era ''Levantar poeira'' e ironizar a torcida do Flamengo depois da vitória sobre o time por 2 a 0 (gols de Sandro Gaúcho e Élvis) e conquista da Copa do Brasil no Maracanã.
Foi o caso do garçom Luís Alexandre Costa, que trocou a faixa por uma cartola com o ingresso do jogo grampeado. ''Foi a maior emoção da minha vida'', disse o rapaz, que cresceu ao lado do Estádio Bruno José Daniel, onde o pai tem um bar. ''Vou poder contar para os meus filhos que vi o Santo André calar o Maracanã. E vou colocar o ingresso em um pôster para lembrar'', adiantou. O vendedor José Nilson dos Santos disse que tentou comprar uma faixa mas não achou.
A torcida do Santo André mostrou toda a sua alegria, e ironia, ao comemorar a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo e a conquista da Copa do Brasil. A festa, que começou tímida no Aeroporto de Congonhas, foi crescendo aos poucos até o ápice com o desfile no carro de bombeiros na Avenida Roberto Flaguer, quando a passagem literalmente parou a cidade, orgulhosa do título e da classificação para a Taça Libertadores.
''Levantou poeira'', cantava a torcida, em tom de ironia aos torcedores rubro-negros. Mais do que dizer rumo à Tóquio em 2005, o que os torcedores do Ramalhão queriam mesmo era descontar o desprezo recebido pela torcida do Flamengo antes da final.
A aglomeração de torcedores começou na chegada do grupo à Prefeitura e os jogadores foram saudados com o refrão ''Levantou Poeira'', que até então era entoado pelos torcedores rubro-negros. No lugar do show de Ivete Sangalo, programado pela equipe carioca, Maria Gilvana, do grupo Régua e Compasso cantava a música para animar a galera que depois trocou o a letra da música por ''Cerveja, queremos cerveja''.


