São Paulo, 24 (AE) - Dois times e uma mesma filosofia para a decisão do Campeonato Paulista Feminino de Basquete: anular os talentos individuais do adversário. No Paraná/Carapicuíba a preocupação é eliminar o poderio ofensivo de Janeth. No Arcor/Santo André, a equipe trabalha para dificultar as jogadas de armação e os arremessos de Helen. O primeiro jogo da final será na quinta-feira, às 19 horas, em Santo André.
"Na fase que Janeth está agora é praticamente impossível marcá-la", diz a gerente do Paraná, Hortência. Na partida decisiva da semifinal, contra o BCN/Osasco, domingo, a jogadora foi a cestinha, com 34 pontos.
Segundo Hortência, a maneira de jogar de seu time deverá ser diferente da apresentada contra o Knorr Lámen, de Campinas, na semifinal. "Uma coisa é atuar contra um time com vários talentos de mesmo nível, outra é enfrentar uma equipe que conta com uma jogadora de nível superior, como a Janeth."
A dirigente ressalta, no entanto, que a vitória sobre Santo André é um sonho possível. "Do nosso lado, também contamos com uma equipe de bons talentos individuais, como a Helen e as estrangeiras Vendrana e Vicky Bullet - acho que será um jogo bom."
Bloqueio - Na equipe do ABC, a técnica Laís Elena Aranha ressalta as qualidades de Helen, que, assim com Janeth, é titular absoluta da seleção brasileira. "Temos de complicar o trabalho dela na armação e bloquear seus arremessos de três pontos", avalia. No entanto, a treinadora de Santo André ressalta que o Paraná possui outras duas jogadoras perigosas, que também merecem atenção. "A Vendrana é uma jogadora alta, que atua como ala/pivô, enquanto a Vicky Bullet é uma atleta de alto nível técnico."
Laís está otimista com a boa forma física de suas jogadoras e com o retrospecto do time em partidas contra o Paraná. "No ano passado, vencemos a equipe delas na Liga Nacional, nos Jogos Abertos e no Torneio Sul-Americano", lembra. "Mas os jogos são sempre muito equilibrados e não podemos vacilar."

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