Santistas reclamam da violência e do juiz
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de abril de 2003
Agência Estado 
Santos - Os santistas lamentaram ontem o empate (4 a 4) contra o El Nacional, mas reclamaram muito da violência dos uruguaios e da falta de pulso do juiz argentino Horacio Elizondo, que não conteve os adversários. ''O ponto negativo foi o juiz, pois o time deles bateu o tempo todo e não foi coibido'', disse o goleiro Fábio Costa.
Os uruguaios batiam e logo em seguida pediam desculpas. Demorou pouco para os santistas perceberem a real intenção deles e passarem a evitar até esse tipo de gesto. ''Eles vinham pedir desculpas e davam puxão no cabelo e beliscão'', contou o meia Renato. Ele revelou que, com a violência praticada pelos adversários, os jogadores do Santos tiveram que tomar cuidado para não sofrer uma contusão mais séria. ''Num lance desses, se não tivesse tirado a perna na hora certa ficaria um bom tempo sem jogar futebol'', disse Renato.
O lateral-esquerdo Léo levou uma pancada no joelho direito e ainda não sabe se terá condições de atuar domingo, contra o Fortaleza. ''Conversei com o doutor Taira e ele disse que a torção não é problema, porém ainda dói muito e precisamos avaliar o efeito da pancada, que foi muito forte'', disse o jogador ao chegar ontem a Santos. E continuou: ''Lá em Montevidéu, eles deram cotoveladas, morderam, fizeram de tudo e vamos ver se eles têm coragem de fazer isso aqui na Vila Belmiro, no jogo de volta''.
Para Léo, ''os uruguaios sabiam das dificuldades que irão enfrentar em Santos e, por isso, jogaram a vida deles na partida de quarta-feira, pois conhecem a importância de uma classificação na Libertadores''.
Fábio Costa, mais uma vez um dos melhores jogadores do Santos na partida, entende que foi um bom teste para a jovem equipe santista, com pouca experiência internacional. ''Apesar de ser um pouco inexperiente, o time suportou a pressão e demonstrou que tem personalidade''. Dois jogadores santistas tinham algo mais a comemorar: Robinho marcou seu primeiro gol de cabeça como jogador profissional e Ricardo Oliveira ultrapassou a marca de Pelé numa Libertadores.


