Santistas festejam o novo ídolo Neymar
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de março de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Há relações que não se perdem no esquecimento, mesmo após separação. Giovanni pôde notar, ontem, no Pacaembu, que o carinho que a torcida do Santos lhe dedica se mantém intacto. Na primeira apresentação como rival, com a camisa do Mogi Mirim, o meia teve tratamento de astro, como no auge de sua passagem pela Vila, nos anos 90. Numa faixa enorme, com a frase ''Giovanni é ídolo eternamente'', os santistas mostravam gratidão pelo passado.
A delicadeza nostálgica dos fãs com o 10 do Mogi Mirim terminou naquele gesto. Quando a bola rolou, Giovanni passou a ser apenas um adversário a mais e as atenções se concentram no jovem Neymar, que estreou como titular do Santos e deixou sua marca na vitória por 3 a 0, no jogo que fechou o domingo no Campeonato Paulista.
Os mais de 16 mil torcedores tiveram de esperar a etapa final para festejar o resultado. No primeiro tempo, o time de Vágner Mancini voltou a negar fogo, assim como havia feito no 1 a 1 com o Paulista, no meio da semana.
No segundo tempo, o nó se desfez, pois o Santos teve nova atitude, para usar um termo que os técnicos tanto amam. Mais solto, mais leve, abusado e ligado, encurralou o Mogi.
No primeiro gol, aos 12 minutos, Roni aproveitou rebatida confusa da defesa e serviu Paulo Henrique, que só tocou. O Santos continuou atacando. O bombardeio se transformou de novo em gol aos 23 minutos, quando Roni aproveitou passe de Luizinho.
Faltava o gol de Neymar, para o público sentir que o fim de semana valeu a pena. Satisfação garantida aos 27, com o garoto de 17 anos desviando de cabeça cruzamento da esquerda. Com direito a festejar com soco no ar como um tal Pelé. O torcedor santista foi embora animado, mas mais nostálgico do que nunca. Esse Neymar...
EM SÃO PAULO
Santos 3
Fábio Costa; Luizinho, Fabão, Fabiano Eller e Triguinho; Pará, Germano, Paulo Henrique (Molina) e Lucio Flavio; Neymar (BolaÀos) e Roni (André). Técnico: Vagner Mancini
Mogi Mirim 0
Marcelo Cruz; Anderson Conceição, Thiago Couto (William Alves) e Neguette; Julio César, Luis Henrique, Giovanni, Joelson (Rick) e Luciano Sorriso; Régis (André Luis) e João Sales. Técnico: Paulo Campos
Árbitro: Márcio Roberto Soares
Estádio: Pacaembu
Gols: Paulo Henrique, aos 11, Roni, aos 23, e Neymar, aos 27 minutos do 2º tempo
Público: 13.703 pagantes
Renda: R$ 276.620,00


