Santos, 12 (AE) - A Portuguesa Santista conseguiu o que pretendia: venceu a revanche com o São Paulo por 3 a 1, esta noite, descontando a derrota de domingo por 4 a 2 e quebrando a invencibilidade do Tricolor. O time de Santos foi mais eficiente o jogo todo, defendendo-se bem nos momentos de pressão e reunindo muita garra para se superar e conseguir a vitória que o coloca novamente em condições de disputar uma vaga no grupo 3. Além da vitória, a Santista ainda comemorou a inauguração da nova iluminação do estádio de Ulrico Mursa. Mas a noite não foi só de festa, pois vários incidentes entre torcedores foram registrados durante a partida.
O São Paulo iniciou o jogo com leve domínio sobre a Portuguesa Santista, que suportou a pressão até os dez minutos. Foi aí que o time de Santos passou a atacar com mais insistência e dois minutos depois, Eliel marcou o primeiro gol de cabeça, numa cobrança de escanteio feita por Rogério Seves.
Foi o suficiente para incomodar os são-paulinos, que assumiram sua superioridade técnica e passaram novamente a pressionar o gol de Pitarelli. Já aos 14 minutos, Marcelinho acertou um bom chute de fora da área, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 30, veio o gol de empate, também surgido na cobrança de escanteio: França subiu mais que a zaga, acertando uma cabeçada indefensável.
Logo no início do segundo tempo, a Portuguesa voltou a surpreender. Darci cobrou falta encobrindo a barreira e Valdir estava livre. Tanto que só teve o trabalho de colocar a bola para dentro do gol de Rogério. Os são-paulinos reclamaram de impedimento, mas o árbitro ignorou as queixas. A vantagem do time do Santos modificou mais uma vez o ritmo de jogo, com o São Paulo voltando a impor o ritmo e obrigando a Santista a se defender como podia.
Aos 15 minutos, Marcelinho subiu bem de cabeça, mas a bola subiu muito, passando por cima do travessão. Três minutos depois, novamente Marcelinho esteve perto do empate, mas a bola bateu na trave esquerda, saindo para fora. A pressão continuava e, aos 19 minutos, Orestes interceptou, dentro da área, um cruzamento com o braço. Pênalti marcado, coube a França fazer a cobrança. Ele chutou rasteiro, no canto direito e Pitarelli fez ótima defesa, rebatendo a bola. Raí estava no lance e tentou de cabeça, mas o goleiro se recuperou e defendeu novamente, no melhor lance do jogo. "Na hora, lembrei de um pênalti que Dida defendeu num jogo contra a Argentina", contou ele. "O França chutou bem, rasteiro, defendi e consegui me recuperar a tempo para a segunda defesa, que valeu a vitória".
A Portuguesa continuou se defendendo, mas aos poucos sentiu que o ataque são-paulino já não demonstrava tanta força e passou a tentar com mais frequência o contra-ataque. Aos 36, Tico Mineiro chegou livre na área do Tricolor, mas Rogério saiu bem, fazendo a defesa. A Santista voltou a equilibrar a partida e, num lance envolvente de toque de bola, Tico Mineiro cruzou da esquerda para Marco Antônio, que driblou Edmílson e marcou o terceiro gol de seu time, fechando o marcador. Tico Mineiro ainda perdeu uma ótima oportunidade aos 46, quando estava completamente livre e se complicou todo na hora de chutar. Gols - Eliel, aos 12, e França, aos 30 minutos do 1º tempo; Valdir, aos 3 e Marco Antônio, aos 42 minutos do segundo tempo Portuguesa Santista - Pitarelli; Hamilton (Adriano), Valdir, Lima, Orestes e Rogério Seves; Marcos Bazílio, Capitão e Jorginho (Darci); Eliel (Marco Antônio) e Tico Mineiro. Técnico - Muricy Ramalho. São Paulo - Rogério; Belletti (Pimentel), Edmilson, álvaro e Ricardinho (Souza); Alexandre, Fabiano e Marcelinho; Edu (Raí), França e Evair. Técnico - Levir Culpi. Juízes - Romildo Correia e Vladimir Vassoler Cartão amarelo - Marcos Bazílio, álvaro, Lima, Orestes, Capitão, Edmilson e Fabiano. Renda - não divulgada Público - não divulgado Local - Ulrico Mursa (Santos)

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