São Paulo, 10 (AE) - A derrota contra o Rio Branco, por 2 a 1, já faz parte do passado. Agora, o técnico Muricy Ramalho quer que os atletas da Portuguesa Santista pensem apenas no jogo deste domingo, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, marcado para as 11 horas, no Estádio Ulrico Mursa.
"Estamos trabalhando a equipe para buscar os três pontos, porque só temos mais nove jogos pela frente, nessa etapa do Campeonato Paulista", comentou Muricy.
O técnico vai definir a equipe no vestiário. Mas, desde já, não poderá contar com o atacante Tico Mineiro, que cumpre suspensão automática.
Ele poderá ser substituído por Eliel. Rogério Seves, contundido no tornozelo, vai passar por avaliação médica para saber se pode ou não jogar. Outro que também está em recuperação é o zagueiro Ney Santos, que ainda não foi liberado para essa partida.
Já o atacante Pontes, contratado recentemente, não terá condições de jogar, porque sua documentação até sexta-feira não havia sido registrada na Federação Paulista de Futebol. Se houver tempo hábil, ele poderá ficar no banco, como opção para o segundo tempo.
BOTAFOGO - Para conseguir sua primeira vitória na elite estadual, contra a Portuguesa Santista, o Botafogo, de Ribeirão Preto, terá que converter as oportunidades de gols desperdiçadas diante do São Paulo, na derrota ocorrida no meio de semana. "Tivemos chances para marcar e não fizemos, enquanto o adversário aproveitou as que lhe surgiram; é isso o que precisamos: qualidade na definição", comentou o técnico botafoguense, Lula Pereira.
O elenco é o mesmo limitado que conquistou o título da primeira fase da Série A2 e, consequentemente, o acesso imediato. Os jogadores que foram contratados são inferiores, tecnicamente, aos que já estavam no clube. Assim, restam poucas alternativas para Lula Pereira.
Resumindo: o time não tem um bom banco de reservas e até alguns titulares não agradam 100%. O lateral-esquerdo João Marcelo, por exemplo, tem deficiências técnicas.
Dentro ou fora de casa, o treinador botafoguense mantém o seu esquema tático: 4-4-2, com três volantes de marcação. Se Paulo César falhar nas armações de jogadas ofensivas, Jajá e Luciano Ratinho podem ficar isolados e sem ação. Em muitas situações, a ligação ao ataque é feita diretamente pelos zagueiros, o que facilita o desarme dos jogadores adversários. O Botafogo luta, ainda, mais do que nunca, para fugir de um novo rebaixamento nesta década. Santista: Pitarelli; Marco Aurélio, Lima, Orestes e Rossato; Marcos Bazílio, Capitão, Jorginho e Darci; Eliel e Marco Antonio. Técnico - Muricy Ramalho. Botafogo: Maurício; Marquinhos, Índio, Rogério e João Marcelo; Lico, Souza, Odair e Paulo César; Jajá e Luciano Ratinho. Técnico: Lula Pereira.

mockup