Santista defenderá seu título de gol mais bonito do ano
São Paulo - Neymar está mais uma vez entre os finalistas do prêmio Puskas, que vai ser concedido pela Fifa ao autor do gol mais bonito do ano de 2012. O atacante do Santos já foi o vencedor da disputa em 2011. E, desta vez, ele concorre com o colombiano Falcao Garcia (Atlético de Madrid) e o eslovaco Miroslav Stock (Fenerbahçe).
Ontem, em São Paulo, a Fifa fez o anúncio dos três concorrentes ao prêmio - o vencedor vai ser conhecido no dia 7 de janeiro, em Zurique, na Suíça -, em evento que contou com a presença do ex-jogador Ronaldo, agora integrante do Conselho do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, e da jogadora Marta.
Ronaldo aprovou a escolha dos finalistas - havia uma lista inicial com 10 gols de candidatos. "Eu vi os gols escolhidos, os mais bonitos das temporada. O Neymar já ganhou no ano passado e está de novo na disputa. Premia o futebol brasileiro, o futebol ousado. Mas qualquer um que ganhar, estará bem entregue", afirmou.
Dessa vez, Neymar concorre com um gol marcado contra o Internacional, no dia 7 de março, pela Copa Libertadores. Falcao Garcia disputa com um gol pelo Atlético de Madrid em amistoso em 19 de maio contra o America de Cali, na Colômbia. E Stock fez o seu no jogo do Fenerbahçe com o Gençlerbirligi, em 3 de março, pelo Campeonato Turco.
Blatter
Neymar vai ter de jogar no futebol europeu se quiser ser eleito um dia o melhor jogador do mundo. Essa é a opinião do presidente da Fifa, Joseph Blatter. O dirigente definiu Neymar como um jogador "extraordinário", mas fez uma ponderação. "O problema é que a maior atenção, quando se trata de futebol, é para as ligas europeias. E quem vota na escolha dos melhores são técnicos e diretores técnicos de associações nacionais e jornalistas, na maioria europeus. Assim, o nome de Neymar nem sempre vem à mente", disse o dirigente.
Para ele, a melhor maneira de um jogador se apresentar à torcida e à crítica é a Copa do Mundo. "O problema é que a Copa só é disputada de quatro em quatro anos. Mesmo quando uma seleção participa das Eliminatórias e da Copa América, no caso do Brasil, não é a mesma coisa. A realidade é que os olhos estão voltados mais para as ligas europeias", afirmou o presidente da Fifa. "Isso é um fato infeliz para um jogador como Neymar". (A.E.)





