Santa Catarina não tomou as providências necessárias
São Paulo - Santa Catarina sabia que sediaria o Mundial de Handebol Feminino, mas pouco fez desde 2009, admite Ivair de Lucca, presidente daquele que seria o Comitê Organizador do Mundial - entidade que, oficialmente, nunca existiu.
''Em 1º de março, assumi essa missão e tive um monte de surpresas'', lembra Ivair de Lucca. Uma delas: não havia previsão orçamentária nas esferas governamentais para o Mundial. A outra: a arena de Florianópolis, principal sede (receberia a final), não seria construída a tempo.
Temendo ficar sem a competição, até o vizinho Paraná foi chamado a contribuir. Mas a primeira vistoria das sedes, no fim daquele mês, só piorou o cenário. O ginásio de Curitiba foi descartado. E as arenas catarinenses (em São José, Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul e Balneário Camboriú) precisariam de altíssimos investimentos em reformas. Foi quando Santa Catarina, que só tinha R$ 5 milhões dos R$ 19 milhões necessários para dar conta do torneio, jogou a toalha.
Otimismo
Apesar dos problemas, Fabiano Redondo confia que o Brasil organizará um grande Mundial - e nem imagina a hipótese de o torneio não ser aqui. ''Não ficou nenhuma rusga com IHF. E acho que sairemos ganhando, já que vamos reverter uma situação desfavorável num curto espaço de tempo'', afirmou. (A.R./A.E.)





