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segunda-feira, 05 de fevereiro de 2018
Folhapress 

São Paulo - Com a estreia de Nenê e o retorno de Cueva ao São Paulo, o próximo desafio de Dorival Júnior será como montar uma equipe em que os dois possam ser titulares.
Após a vitória por 2 a 0 contra o Botafogo, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, o técnico disse que ambos poderiam atuar juntos, mas disse que vários ajustes serão necessários.
Além da dupla, Dorival ainda precisa lembrar que Diego Souza compõe o ataque e também não participa da marcação de forma tão ativa, o que foi notado nos primeiros 45 minutos do jogo de sábado.
"Não vejo problema em escalar os dois, são grandes jogadores. Mas precisamos tomar a bola também. E, para tomar a bola, precisaremos ser agressivos. Muito mais participativos do que fomos na primeira etapa", explicou.
Dorival mostrou que nenhum atleta, por mais técnico que seja, poderá se privar de compor o sistema defensivo da equipe.
"Com posicionamento, interesse e determinação se cumpre o que a gente treina todos os dias. Mesmo sendo grandes jogadores tecnicamente, eles sabem que precisarão se doar muito para o que a gente precisa, para preencher o campo taticamente e que as funções sejam executadas", completou.
Estreia aprovada
O técnico ainda elogiou a disposição de Nenê. Apresentado durante a semana ao lado de Tréllez, ele não chegou nem a disputar coletivo com a equipe e já foi escalado como titular.
"O Nenê foi importante, deu um ganho na chegada do time. Ele tem isso. Para ele atuar junto (com o Cueva), precisaremos pontuar algumas funções para que executem e possam ocupar o campo inteiro", finalizou.
Além de Diego Souza, Nenê e Cueva, Dorival ainda poderá optar por escalar Valdivia e Tréllez. Após o jogo, o meia já até ouviu as boas vindas do comandante.
VAIAS
As duas últimas vitórias do São Paulo, contra Madureira pela Copa do Brasil e o Botafogo pelo Paulistão, vieram de forma pouco convincente para o time. Apesar dos bons resultados, o que foi apresentado em campo não encantou o torcedor, que respondeu com vaias nos dois jogos.
Para o técnico Dorival Junior, a culpa é do calendário apertado. O São Paulo fez seis jogos em 17 dias. "Tivemos apenas doze dias de trabalhos antes desta sequência. É impossível cobrar dos jogadores algo além (do que vem sendo apresentado). Isso sobrecarrega a equipe", ressaltou.
Cobrado pela más atuações, Dorival pediu comparações. "Quem está fazendo um futebol convincente neste início de temporada? Não vejo nenhum time atuando desta forma. Nossa partida convincente até agora foi contra o Mirassol, para mim, praticamente perfeita taticamente."
O São Paulo enfrenta o Bragantino nesta quarta, às 21h45, de novo no Morumbi, em partida adiantada da sexta rodada do Campeonato Paulista.


