Sanderlei Parrela pode pegar dois anos de suspensão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Se não for comprovado nenhum erro grave de procedimento no exame antidoping do vice-campeão mundial Sanderlei Parrela, feito pelo laboratório de Montreal, no Canadá dificilmente o atleta deixará de ser punido com dois anos de suspensão pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Os fisiologistas Turíbio Leite Barros e Paulo Zogaib acham que as alegações do atleta de que a droga poderia estar em algum suplemento ingerido são um direito de defesa, mas que não vão fazer a menor diferença no julgamento do caso.
Como brasileiro, lamento profundamente o ocorrido, mas não será o primeiro nem o último caso, diz Turíbio, do Centro de Medicina e da Atividade Física da Universidade Federal de São Paulo.
Para Zogaib, que também trabalha no Cemafe, no Palmeiras e no Pinheiros, não existe a alegação de ignorância nos exames antidoping. A alegação de que a droga poderia estar contida em algum suplemento não tem cabimento, diz, referindo-se à substância proibida metabolite norandrosterone, um esteróide anabolizante, encontrada no teste de Sanderlei, feito após a disputa do Rio Grand Prix Brasil de Atletismo, no dia 14 de maio.


