O Sancor Seguros Vôlei Londrina foi apresentado como o novo time de vôlei da cidade com a missão de dar um passo além do que vinha sendo construído em Maringá, onde esteve sediado nos últimos anos. A equipe chega após campanhas consistentes na Superliga, alcançando os playoffs nas três últimas temporadas e completando cinco anos consecutivos na elite do vôlei brasileiro.

A cerimônia de apresentação ocorreu nesta sexta-feira (22), na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), e reuniu lideranças políticas da cidade, como o prefeito Tiago Amaral (PSD), além de vereadores, representantes da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), presidida por Felipe Prochet, e integrantes do projeto da Sancor, liderado por Aldori Gaudêncio Junior, técnico da equipe e responsável pelas conversas que aproximaram o projeto de Londrina desde o início do interesse.

“Nós vamos ter uma tranquilidade maior para trabalhar com equilíbrio financeiro em Londrina”, afirmou Aldori, ressaltando a gratidão ao período vivido em Maringá. “Sou muito grato a tudo o que foi desenvolvido lá. Foram cinco anos, e se chegamos até aqui foi graças ao trabalho realizado no município. Jogamos Superliga B e C, e estamos há cinco anos na A. Somos um projeto consolidado, há três temporadas seguidas nos playoffs. O que pesou foi a busca por crescimento, mas tínhamos um orçamento limitado. Para alçar voos maiores, o equilíbrio financeiro é fundamental no esporte de alto rendimento.”

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Aporte financeiro

A principal novidade do projeto em Londrina é o aporte financeiro anual da administração municipal, algo que não existia em Maringá para a equipe adulta. O Sancor Seguros Vôlei Londrina receberá R$ 800 mil. Atualmente, o vôlei feminino da cidade recebe R$ 595 mil, e haverá uma ampliação desse repasse para que o montante alcance os R$ 800 mil previstos em contrato, dentro do novo modelo unificado entre os projetos.

A partir deste ano, os projetos serão unificados, com o Sancor Seguros Vôlei cuidando da equipe adulta, enquanto o Londrina Vôlei ficará responsável pelas categorias de base, que também receberão estrutura e suporte ampliados.

Segundo Felipe Prochet, o objetivo da fusão é fortalecer a modalidade no município. “O projeto será sediado no Moringão, que será a base dos treinamentos. A comissão técnica chega no dia 1º de julho e, na primeira quinzena, inicia as atividades”, afirmou.

A integração plena das categorias formativas deve ocorrer gradualmente. Prochet explicou que o projeto social e de formação segue ativo em Maringá até dezembro, por compromisso já estabelecido, mas a intenção é trazer esse trabalho para Londrina a partir do início de 2027. “Haverá esse período de transição e criação das escolas, mas essa é a nossa ideia. O time masculino (em Maringá) foi campeão brasileiro sub-17 e garantiu vaga para disputar um torneio na China. Queremos replicar isso”, destacou.

Outra ideia é construir um centro de treinamentos de vôlei em Londrina, um dos pedidos apresentados pelo Sancor Seguros Vôlei durante as negociações para deixar Maringá. A proposta foi aceita pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL). “Já estamos verificando um terreno, temos um projeto apresentado e queremos levantar recursos”, confirmou.

Além do valor destinado pela administração municipal, o projeto contará com praticamente todos os patrocinadores que acompanharam a equipe na transição de Maringá para Londrina. Novas empresas locais também estão em negociação para integrar o projeto, o que deve fortalecer o aporte financeiro para a temporada 2026/27 da Superliga.

Há ainda R$ 2,7 milhões aprovados no Ministério do Esporte por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, que permite a destinação de parte do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas a projetos esportivos e paradesportivos aprovados. Contudo, a liberação desse montante depende do interesse de empresas em direcionar seus recursos via lei de incentivo, algo que a FEL tem reforçado como essencial para ampliar e sustentar o projeto.

Oportunidade

A chegada da equipe de Maringá é vista pela administração municipal como uma oportunidade estratégica, e teve participação direta do prefeito Tiago Amaral. Ele destacou que não houve qualquer atrito com Maringá, mas que a aproximação com o projeto ocorreu rapidamente após os eventos da Taça Brasil e da Copa Brasil de Vôlei realizados em Londrina nos últimos meses.

“Essa divulgação traz visibilidade para o município, atrai grandes investimentos, ativa a economia e envolve um projeto esportivo de grande porte. É um novo negócio em Londrina. O que vimos foi uma grande oportunidade, fruto dos eventos que trouxemos para cá. Trouxemos competições nacionais e a partir daquele momento Londrina passou a ser vista como uma cidade ativa. Naturalmente, a oportunidade apareceu quando perceberam nossa intenção de transformar Londrina em uma cidade esportiva”, completou.

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