O templo do tênis, como é conhecido – não sem motivos – o aristocrático All England Club, no subúrbio londrino de Wimbledon, abre hoje suas portas para uma multidão que durante todo o resto do ano sonha com a chance de caminhar por suas alamedas e ver os mais emocionantes duelos nas centenárias quadras de grama. A honra de abrir o torneio de 2001 para um rei que deixou o trono de número 1 do mundo, o norte-americano Pete Sampras, mas que ainda impera como maior favorito e vai em busca de um outro recorde, a oitava coroa de campeão.
Tradição é a maior marca de Wimbeldon. Mas para não dizer que os ingleses jamais aceitam qualquer mudança, no torneio deste ano, os jogos das quadras central e 1 começarão uma hora mais cedo. Portanto, às 13 horas de Londres, Sampras vai para seu primeiro duelo diante do espanhol Francisco Clavet, um já veterano de 32 anos, com sete títulos em toda sua carreira, todos em quadras de saibro.
O tênis brasileiro, sem Gustavo Kuerten, conta com apenas dois jogadores na competição, bem diferente de outros tempos em que não existia Guga, mas o Brasil contava com cinco ou seis tenistas na chave principal. Isso mostra que não fosse pelo número 1 do mundo, o tênis nacional estaria em piores condições. Fernando Meligeni e André Sá lutam pela bandeira do país que tem um rei do tênis, mas sem um exército. Meligeni vai enfrentar na estréia o argentino Guillermo Coria, enquanto Sá enfrenta o britânico Arvind Parmar. Ambas partidas estão programadas para amanhã.
Aos 29 anos, sem mais o mesmo espírito de outros tempos, Pete Sampras pode igualar-se ao sueco Bjorn Borg e conquistar o quinto título consecutivo de Wimbledon, este ano. Se alcançar a façanha, admite que poderia encerrar a carreira e deixar o trono livre para outro.
Na quadra central, além de Sampras x Clavet, ainda jogam Jennifer Capriati – campeã de dois Grand Slams este ano, na Austrália e em Roland Garros – diante da venezuelana Maria Alejandra Vento. Depois um belo desafio entre dois especialistas em quadras de saibro: Andrei Pavel (romeno) e Greg Rusedski, o canadense que virou inglês. Na quadra 1, a mais charmosa e elegante do All England Club, o russo Marat Safin enfrente o pouco conhecido austríaco Julian Konowle, seguido de Martina Hingis (a mais jovem campeã de Wimbledon com 17 anos de idade) x Virginia Ruano Pascual, da Espanha. Outro espanhol, Juan Carlos Ferrero joga com o inglês Luke Miligan.

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