São Paulo, 28 (AE) - César Sampaio conclama seus companheiros para tentar a redenção do Palmeiras neste início de temporada. Considerado um dos mais experientes do elenco, o capitão do Alviverde diz que a união e o empenho serão fundamentais para o time começar a reação a partir do jogo contra o Fluminense neste domingo no Palestra Itália. "Não adianta ficar esperando, que a solução não virá de um disco voador", diz César Sampaio. "A saída para o fim do problema terá de ser encontrada entre nós mesmos."
O volante disse que contra o Vasco, o Palmeiras mostrou mais determinação em campo. Começou com garra, e, mesmo por três vezes atrás no resultado, conseguiu voltar do Rio com o empate (3 a 3), surpreendendo até o adversário.
Mas diante do Corinthians, o time não teve essa mesma disposição para tentar vencer a partida. Mesmo assim, o volante ressaltou que, mesmo com erros, se o Palmeiras tivesse vencido a partida, a situação ficaria mais tranquila no Parque Antártica. Por isso, ele pede para os companheiros muito empenho. César Sampaio reconhece que por ser um dos mais antigos da equipe, sua responsabilidade no elenco aumenta. "Tanto eu como o Marcos e o Rogério, que estamos há mais tempo na equipe, devemos ajudar os juniores, que estão subindo na equipe e aqueles que estão chegando."
O capitão admite, que, por causa da saída de nove jogadores, o elenco ficou reduzido. Ele sabe que Scolari pediu mais três ou quatro reforços. "Mas isso é assunto da diretoria, não podemos nos intrometer", disse o volante. "Temos de nos preocupar em jogar e torcer para que venham mais reforços."
César Sampaio explica que o futebol de hoje está mais disputado do que em 1993/94, quando o Palmeiras formou uma grande equipe, que conquistou o bicampeonato paulista e brasileiro e o Rio-São Paulo de 93. "O futebol naquela época era mais técnico, hoje há menos espaço, os jogadores evoluíram fisicamente, por isso há mais faltas durante uma partida."
César Sampaio não está preocupado com a provável manifestação de um grupo de torcedores que não está contente com o técnico, muito menos com a Parmalat, patrocinadora do Palmeiras. "O problema tem sido com a diretoria, nenhum torcedor vem ao estádio para vaiar sua equipe desde o início da partida."

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