Samba e correria no adeus à Seleção
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Centenas de pessoas foram ontem ao CT do Caju, em Curitiba, e ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana), para se despedir da Seleção Brasileira. O grupo que vai representar o Brasil na Copa da África do Sul a partir do mês que vem passou seis dias no centro de treinamentos do Atlético Paranaense, fazendo exames médicos e treinos físicos e com bola.
O segurança Paulo Pereira Filho, morador da região do Umbará, bairro curitibano onde está localizado o CT do Caju, já havia comparecido a um dos treinos da Seleção liberados para a torcida e ontem retornou ao local para ver a saída do ônibus.
''Achei legal terem liberado a presença de torcedores em alguns treinos. O povo precisa estar perto da Seleção e os jogadores também precisam disso. Eles estavam isolados e decidiram receber a torcida. Foi um gesto bacana do (técnico) Dunga'', disse Pereira.
O técnico agropecuário Daniel Juk e dois amigos vieram de bicicleta de Erechim (RS) e também acompanharam a rotina da Seleção durante a estadia curitibana. Juk explicou que o trio está viajando pelo Brasil, com o objetivo de coletar assinaturas para enviar ao Congresso Nacional um pedido para que seja criado um projeto de assistência a dependentes de crack.
''Viemos para pegar as assinaturas dos jogadores da Seleção, mas não conseguimos. Mas pegamos as assinaturas do pessoal que veio aqui'', afirmou o técnico agropecuário.
Ele relatou que, após a Seleção deixar o CT do Caju, eles continuariam a viagem pelo Brasil. ''Quando chegarmos a Santos, vamos pedir as assinaturas do Neymar e do Ganso, que o Dunga não quis levar para a Copa'', brincou Juk.
Quando o ônibus da Seleção saiu do CT do Caju, no final da manhã, os jogadores foram saudados com gritos, buzinaços e bandeiras da torcida que esperava do lado de fora. O ônibus foi escoltado pela Polícia Militar até o aeroporto. A Seleção foi ''acompanhada'' no trajeto por torcedores em carros e motos.
Na chegada ao Afonso Pena, mais correria. Os jogadores e membros da comissão técnica foram recebidos no saguão por vários torcedores, que se espremiam atrás dos cordões de isolamento. Perto do portão de embarque, a Seleção se deparou com uma bateria de escola de samba. Os torcedores só deixaram o aeroporto quando viram o avião decolar, no horário do almoço.
À tarde, a Seleção foi recepcionada em Brasília pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No final do dia, viajaria para a África do Sul, onde vai tentar o hexacampeonato mundial a partir do dia 15 de junho, data da estreia, contra a Coreia do Norte.


