Saltos e manobras nas águas do Igapó
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domingo, 12 de novembro de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O público de Londrina terá pela primeira vez a oportunidade de ver atletas saltando e pulando nas águas do Lago Igapó em uma competição de wakeboard, uma das mais novas modalidades pan-americanas e que está no programa dos Jogos do Rio-2007. Será a 3 etapa do Circuito Paulista de Wakeboard e Wakeskate, que terá hoje suas provas finais a partir das 10 horas, em frente ao Iate Clube.
A etapa foi trazida para Londrina por opção dos organizadores, que querem uma maior divulgação do esporte em cidades do Norte do Paraná e do Oeste de São Paulo. ''Aqui em São Paulo e nas cidades do Litoral o wakeboard é bastante conhecido, mas pelo interior não é muito. Por isso, já fizemos uma etapa em Araraquara (a 2da temporada) e, depois de Londrina, iremos para São José do Rio Preto realizar a 4'', explicou o paulistano Marcelo Giardi, o ''Marreco'', 24 anos, um dos organizadores do campeonato e atleta profissional da modalidade.
Ao lado do também paulista Marito Manzolli, Marreco é um dos favoritos na etapa de hoje. Com quatro títulos brasileiros cada um, os dois brigam pela liderança do atual campeonato. O principal adversário da dupla é Luciano Rondi Neto, atleta revelação em 2005 e que já se firmou como um dos melhores do País este ano. Eles competirão com atletas cariocas, matogrossenses e paranaenses (de Cascavel e Foz do Iguaçu). No feminino, as paulistas Camila Ortenblad e Mariana Osmak disputam a liderança.
De acordo com Marreco, a maior parte dos profissionais treina na Represa de Guarapiranga, em São Paulo, onde foi realizada a etapa de abertura do Paulista. ''Quase todas as competições são em lagos ou represas, os locais tradicionais onde o esqui-aquático era antigamente praticado como hobby. Até por isso, a maior parte dos que praticam hoje o wakeborad veio do esqui-aquático. Mas tem também ex-surfistas e skatistas que aderiram à modalidade'', explica o atleta.
Um equipamento básico, segundo ele, que consiste numa prancha nacional, custa cerca de R$ 1 mil. Já a lancha ou o jet ski para puxar o atleta geralmente é alugado por hora nos clubes náuticos.
O wakeboard, que começou a ser praticado no Brasil na década de 80, em cidades do Litoral, tem influências do surfe, do skate e do esqui-aquático. Se parece mais com o esqui-aquático porque o atleta também é puxado por uma lancha. A diferença é que em vez de usar esquis, ele utiliza uma prancha de snowboard.
Wakeskate - Uma das novidades do Circuito Paulista deste ano é o wakeskate, que também terá disputas em Londrina. O líder do ranking é o mineiro Lucas Mendes. No wakeskate, os atletas usam pranchas soltas nos pés, como se andassem de skate na água e são puxados por jet skis. ''A pequena marola que se forma com o movimento do jet permite que até um iniciante aprenda a realizar difíceis manobras'', comentou Manzolli, atual campeão brasileiro de wakeboard.


