Saltos de jet skys mudaram rotina do Igapó
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domingo, 29 de abril de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Muita velocidade, emoção, saltos e manobras radicais. Este foi o panorama ontem nas finais do 1º Open de Jet Sky do Iate Clube de Londrina, que mudou radicalmente a paisagem do Lago Igapó 1. Em lugar da calmaria e do sossego, quem foi ontem caminhar, passear ou pescar às margens do lago, viu o contrário: muita movimentação e ondas agitadas. O campeonato trouxe à cidade alguns dos melhores pilotos do País, como o bicampeão brasileiro (2001/02) na categoria freestyle, Everson Prodócimo, 31 anos.
O torneio, que teve a participação de 30 pilotos amadores e profissionais, levou um bom público às margens do lago e atraiu a atenção de muita gente que passava pela Avenida Higienópolis. O evento foi organizado pelo piloto José Ríspoli, 38 anos, de Londrina, o único atleta da cidade a disputar o Circuito Brasileiro de Velocidade. Ele compete categoria superstock - que conta somente com jet skys preparados - e já foi campeão brasileiro e sul-brasileiro em 2004.
Ríspoli explicou que o objetivo desse primeiro torneio foi divulgar mais o esporte na cidade e permitir ao público local assistir a apresentações que não está acostumado. ''Temos um lindo lago no centro da cidade, coisa que outras cidades maiores não têm, mas ele é pouco aproveitado para esportes náuticos. E o jet sky é uma modalidade que pode ser praticada por qualquer pessoa, desde que devidamente equipada. Independentemente de competir, andar de jet é uma ótima opção de lazer'', garante.
O único problema é o preço: um jet sky novo, básico, com 700cc e 80 cv, custa em torno de R$ 25 mil. E o kit de proteção (macacão emborrachado, luvas, par de botas e colete salva-vida) demanda mais R$ 1 mil.
O bicampeão nacional Everson Prodócimo é um dos que começou a praticar por diversão. ''Gostava de andar num lago lá em Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), onde moro, e aos poucos fui querendo inventar coisas novas. Peguei algumas manobras pela internet, fui desenvolvendo e hoje pratico como profissional'', relatou o piloto, que também é engenheiro civil e sócio de uma revenda de pneus.
Suas manobras foram as que mais levantaram o público presente. Fazendo as marolas com o próprio movimento do jet sky na água, Prodócimo conseguiu até alguns 'back-flips', espécie de salto mortal para trás, de grande dificuldade. O paranaense conseguiu dois terceiros lugares nos Mundiais de 2004 e 2006, ambos disputados em Lake Havusu, no Arizona (EUA).
O evento ontem teve os apoios de Ópera Peugeot, Consórcio União e Londrináutica.


