A prova feminina do salto em distância foi a grande atração do Rio Grand Prix Brasil de Atletismo, segunda etapa do circuito oficial de meetings da Federação Internacional, disputado no Estádio Célio de Barros, no Maracanã, no Rio. As seis melhores marcas do ranking mundial deste ano foram registradas ontem, com destaque para o desempenho da britânica naturalizada italiana Fiona May, que venceu a prova com a marca de 7,09 metros. A brasileira Maurren Higa Magi ficou em segundo lugar, com o seu melhor resultado ao nível do mar: 6,93 metros. Já Fiona May garantiu ter ficado surpresa com as suas marcas – conseguiu também 7,02 metros em sua segunda tentativa. ‘‘É minha primeira competição do ano e já alcancei o segundo melhor resultado de minha vida’’, lembra Fiona, que tem 7,11m com recorde pessoal.
Se Fiona ficou a apenas um centímetro do recorde da competição que pertence desde 1990 à ucraniana Inessa Kravets, Yelena Antonova, também da Ucrânia, conseguiu o único recorde do torneio. Ela venceu o lançamento do disco, com a marca de 66,67m, superando o resultado da cubana Barbara Echeverria, de 65,62m, desde 1994. Outra prova de bom índice técnico foi a dos 100 metros com barreiras, vencida pela norte-americana Sharon Jewell, com 12s91.
Índice – Depois de ter enfrentado vários problemas físicos sérios, incluindo uma fratura por estresse na tíbia, o brasiliense Hudson de Souza finalmente parece estar entrando em sua melhor temporada. Ele transformou-se ontem no 13º atleta brasileiro a conseguir os índices exigidos pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para a Olimpíada de Sydney. Venceu os 1.500 metros, com 3min36s34, seu novo recorde pessoal. O marroquino Abdhalak Abdallah ficou na segunda colocação na prova, com 3min42s21.

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