Salários travam retorno de Ricardinho e Kléber
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quarta-feira, 28 de abril de 2004
Cosme Rímoli<br>Agência Estado 
São Paulo - Se Ricardinho e Kléber quiserem ficar no Corinthians terão de baixar e muito os seus padrões de vida. A diretoria já decidiu que não aumentará o teto salarial no Parque São Jorge. Independente das necessidades do time e do desespero de Oswaldo de Oliveira por reforços. O clube continuará pagando no máximo R$ 90 mil mensais. ''O Corinthians é um clube que só age dentro das suas possibilidades. Estamos no Brasil e não na Europa. Infelizmente arrecadamos em reais e também pagamos em reais. Nós temos os nossos limites e acabou'', avisa o vice-presidente Roque Citadini.
O recado é claro. Ricardinho ganhava no ano passado R$ 240 mil entre salários e luvas do São Paulo. No Middlesbrough o meia já teve de baixar um pouco. Nos três meses nos quais apenas treinou no time inglês não ficou sequer no banco de reservas , ganhou R$ 200 mil mensais.
Kléber também está acostumado com outros parâmetros financeiros. No seu empréstimo ao Hannover que está no último mês, ele ganha cerca de R$ 160 mil. Mesmo se o Corinthians não estivesse mergulhado em grave crise financeira, a diretoria não iria pagar os mesmos salários aos atletas que Oswaldo implora para ser contratados. Haveria um choque entre os jogadores que já estão no Parque São Jorge.
Rogério e Fábio Costa são os que recebem o teto salarial de R$ 90 mil. Marcelo Ramos, Gil e Rodrigo ganham R$ 60 mil. Rincón acertou por R$ 50 mil. Se Ricardinho e Kléber viessem ganhando o dobro haveria o enorme desconforto com a disparidade.
Os dirigentes sabem que ou aumentam os recebimentos dos outros atletas ou terão de correr o risco de boicote. Exatamente como aconteceu no São Paulo, quando alguns atletas durante as partidas difíceis nas quais Ricardinho estava em campo, costumam gritar por pura provocação: ''passa a bola para os 300 mil que ele resolve''. O meia tinha o significativo apelido de ''300 mil'' em referência ao seu salário.
Atlético Os cartolas do futebol brasileiro quando estão reunidos conversam muito. Tanto que o teto salarial corintiano já chegou aos ouvidos da cúpula do Atlético Paranaense. Dispostos a investir bem mais em Ricardinho que o clube paulista, o Atlético propôs aos representantes do meia salários de R$ 150 mil para que ele dispute o Campeonato Brasileiro. A favor além do dinheiro está o fato de toda a família de Ricardinho ser de Curitiba. Ontem, a assessoria de imprensa do Atlético desmentiu que o clube estivesse negociando com o jogador.


