O alto salário pedido por Heron Ferreira é o que separa o treinador do Londrina. Preferido do empresário Sérgio Malucelli, gestor do clube, para comandar a equipe na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, o treinador teria pedido R$ 35 mil para trocar a Líbia, onde vinha trabalhando, pelo Norte do Paraná.
Malucelli não confirma o valor. Diz apenas que é algo bem maior do que ele pagava ao antecessor, Gilberto Pereira, e muito maior do que a média de salário dos times da Segundona. ''O lado financeiro é sim um dos motivos. É um treinador caro, de nível e é uma Segunda Divisão. Fora isso, ele tem a comissão técnica dele, o que aumenta o custo'', relatou Malucelli.
O dirigente confirma, porém, que Ferreira é mesmo o preferido. ''Realmente está bem adiantada a negociação. Conheço ele há tempos, é meu amigo pessoal, é uma pessoa séria, que conhece muito do futebol e que trabalha com a base e muito bem, não que o Gilberto não fazia isso'', afirmou o empresário ontem, enquanto assistia ao jogo do Londrina contra o Grêmio Maringá pelo Paranaense Sub-20, no CT da SM Sports, acompanhado pelo presidente do Londrina, Cláudio Canuto, e pelo ex-presidente Dorival Pagani.
Apesar de o treinador que for contratado ter a missão de comandar o Iraty no restante do Paranaense, o empresário não está com pressa para fechar a negociação. Como o time não corre risco de ser rebaixado, ele prefere trabalhar com calma na negociação para não errar, já que pensa em um trabalho a longo prazo. ''Não tenho pressa, até porque temos o Camargo (interino). O trabalho não é somente para dois meses e sim para subir o time (LEC) esse ano e já focar a Primeira Divisão do ano que vem'', afirmou o cartola, que negou qualquer possibilidade de contratar o técnico Geninho, recém-demitido do Atlético-PR, clube presidido pelo irmão do gestor alviceleste, Marcos Malucelli. ''Ele (Geninho) está muito bravo com meu irmão'', disse, em tom de brincadeira.
Heron Ferreira ainda tenta se desvincular do Al Ahly Trípoli, clube que dirigia até fevereiro, quando estourou a revolta popular na Líbia e ele decidiu deixar o país.

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