SAL volta a fazer nova ameaça
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quarta-feira, 11 de março de 1998
Nelson Cilo 
O Londrina pode ficar fora do Campeonato Brasileiro da Série B. A ameaça é do presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, para quem o time só terá condições de suportar uma competição mais forte se atrair recursos de patrocinadores.
Ele também aguarda o repasse de verbas da Prefeitura e espera o apoio do empresariado da cidade. Segundo ele, a SAL ainda procura fechar dois contratos que envolvem multinacionais, um deles em forma de co-gestão. Se não tivermos retaguarda financeira, não disputaremos o Brasileiro. Se cairmos para a segunda divisão do Paranaense, vamos disputá-la com humildade. Não podemos mais viver de promessas de ajuda porque isso não paga dívidas, reclama.
Marcos Alexandre avisou que não larga o clube. Assim, coloca um ponto final na polêmica de que poderia renunciar. Seria muito fácil abandonar tudo. Isso eu não faria. Custe o que custar, vou até o fim. Aliás, reuni meus diretores e avisei: quem quiser sair, que saia. Estou cansado de ouvir que este ou aquele vai embora. Agora, só o presidente fala em nome da SAL. Só a minha palavra é oficial, afirmou.
Marcos Alexandre aproveitou para mandar um recado às pessoas que o pressionam a deixar o cargo. Lembrou que a SAL assumiu muitos compromissos e que, bem ou mal, consegue honrá-los. O dirigente garante que as dívidas do Londrina e da SAL, somadas, não chegam a R$ 1,5 milhão. Na opinião de Marcos Alexandre, a importância não é nada exagerada diante do atual patrimônio. Temos 50 jogadores, incluindo aqueles das categorias de base, exemplifica. O que não querem ver é que começamos a montar uma estrutura para transformar o Londrina em clube-empresa. Temos um planejamento e um projeto de marketing. O profissionalismo não comporta mais improvisos. Se não pudermos bancar uma folha salarial de R$ 100 ou R$ 200 mil, gastaremos R$ 20 ou de R$ 30 mil. Paciência. Não vamos tirar os pés do chão nem cometer loucuras, insiste.
Em meio à tempestade que provocou a saída do diretor-jurídico Mauro Viotto e o pedido de licença do diretor de futebol Fábio Scaff, Marcos Alexandre promete seguir em frente e adotar algumas medidas para reverter o quadro de crise. Uma delas: terceirizar o departamento amador. O ex-diretor da SAL, Célio Guergoletto, entregou uma lista de cinco reforços, que nada custariam aos cofres do clube. Um grupo de empresários investiria nas contratações. Na rodada de domingo, o Londrina enfrenta o Apuracana, fora de casa.
O técnico Lico orienta hoje à tarde o primeiro coletivo da semana. Cinco titulares estão entregues ao departamento médico: Cambé, Roberto Fonseca, Tião, Arnaldo e Nelsinho.


