SAL resiste e responde a Belinati
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terça-feira, 21 de abril de 1998
Nelson Cilo 
César AugustoMarquinhos Capixaba está nos planos para a Série B do BrasileiroO presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, procura resistir às pressões para que renuncie ao cargo e só admite sair sob algumas condições. O prefeito Antonio Belinati (PDT) disse anteontem que assume publicamente o compromisso de conseguir patrocinadores para o Londrina, mas exige a SAL deixe o clube. Durante a entrevista que concedeu ontem à Rádio Paiquerê, Marcos Alexandre avisou que não pode ir embora sem mais nem menos. Citou, principalmente, o contrato de terceirização para que a SAL administre o Londrina até o ano 2000. Temos prioridade para renová-lo por mais quatro anos.
Nem o rebaixamento do Londrina para a segunda divisão do futebol paranaense parece suficiente para mudar a postura do presidente da SAL. Ele recorre ao argumento de que montou-se uma base e que os resultados aparecerão em dois ou três anos. No entanto, ele se mostra disposto a espaços para outro grupo. Estou aberto ao diálogo. Aceitaria uma composição. A exemplo de Belinati, quero o bem do Londrina. Só que não podemos ignorar as dívidas e o dinheiro já investido, afirmou Marcos Alexandre, que teria colocado R$ 280 mil nos cofres do clube. As dívidas do Londrina alcançam R$ 1,5 milhão.
Marcos Alexandre reclamou da falta de retaguarda financeira para que pudesse levar adiante os projetos que estavam previstos. A Prefeitura prometeu que nos daria R$ 70 mil mensais, mas recebemos apenas R$ 71 mil para todo o Campeonato Paranaense. A folha de pagamento de equipes menores é duas ou três vezes superior à nossa, que está pelo menos dez vezes abaixo daquilo que os grandes da capital gastam. Como é que vamos disputar o título? Em São Paulo, os salários médios na Série A chegam a R$ 15 mil, exemplificou.
Segundo ele, a SAL arrecada R$ 6 mil mensais da Net e R$ 4 mil de Ultragraz, os patrocinadores oficiais do Londrina. Na opinião de Marcos Alexandre, é preciso repensar o futuro do Londrina, desvinculando-o dos poderes públicos. Não podemos mais viver de esmolas. É indispensável utilizar um modelo estritamente empresarial. É o que faremos para a Série B do Brasileiro. É claro que assumo meus erros pelo rebaixamento, mas o que agora importa é a Série B, declarou.
Apesar do fracasso da campanha Sócio Torcedor, já interrompida, Marcos Alexandre acha que é possível lançar um amplo esquema de marketing que ofereça a necessária estrutura para o Londrina no Brasileiro. As circunstâncias, creio, são diferentes. A Série B é o caminho da elite do nosso futebol, acrescentou.
Varlei Marcos Alexandre confirmou a permanência de Varlei de Carvalho para a Série B. O técnico viajou para Bauru e volta na primeira semana de maio para trabalhar em cima do novo planejamento e indicar os primeiros reforços. O goleiro Gilmar e o volante Marquinhos Capixaba podem defender temporariamente a Sãocarlense (SP), mas retornam para a Série B do Brasileiro, a exemplo do zagueiro Souza e dos meias Nelsinho e Arnaldo. O lateral Caju interessa ao Ubiratã (MT). Sai hoje a lista de dispensas.


