SAL nega que pediu R$ 500 mil
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de junho de 1998
Nelson Cilo 
A Sociedade Amigos do Londrina (SAL) negou ontem que teria solicitado R$ 500 mil - valor que corresponderia às dívidas contraídas desde o início da terceirização - para repassar o poder ao novo grupo que pretendia administrar o clube. O grupo, liderado pelo empresário Gilberto Alves de Lima, desistiu anteontem de assumir o comando do Londrina, porque a SAL não respondeu à proposta formulada para o pagamento parcelado das dívidas, inclusive as trabalhistas. Não é verdade que exigimos R$ 500 mil. Quem espalha boatos desse tipo é irresponsável, reagiu o diretor-jurídico da SAL, Mauro Viotto, sem que revelasse a importância das dívidas.
Segundo ele, a culpa pelo desfecho do episódio é de Gilberto Alves de Lima, que na segunda-feira encaminhou a proposta à SAL e, na quarta, convocou a imprensa para avisar que as negociações estavam encerradas. Ele nos mandou a proposta e, em vez de aguardar nossa resposta, esperou apenas dois dias para chamar a imprensa e fechar o diálogo conosco, acusou.
O vice-presidente do Londrina, Agostinho Garrote, aproveitará o final de semana para manter diversos contatos na tentativa de reunir o Conselho Deliberativo. Em pauta, a crise atual e a possibilidade de cancelar o contrato entre a SAL e o Londrina.


