Julgando-se prejudicada pelas constantes cobranças que vem recebendo da Justiça do Trabalho, a Sociedade Amigos do Londrina (SAL) vai impetrar um mandado de segurança, tentando reverter a situação. O advogado Mauro Viotto, que é um dos principais dirigentes da SAL, vai à capital do Estado, provavelmente ainda hoje, para tratar do assunto. A SAL luta para provar perante a Justiça que não pode ser responsabilizada por dívidas (especialmente trabalhistas) que o Londrina Esporte Clube contraiu. O presidente Marcos Alexandre Domingues disse ontem à Folha, que ‘‘o assunto está entregue ao dr. Mauro, e vamos esperar por uma definição, para decidir se continuamos ou não apoiando o departamento de futebol do Londrina.’
As ações trabalhistas contra o Londrina continuam surgindo diariamente. Até um garoto que trabalhou como gandula, em jogos realizados no Estádio do Café, entrou na Justiça, pedindo indenização ao Tubarão. Também alguns valores que estão sendo cobrados por alguns reclamantes têm sido considerados exageradamente altos.
Por outro lado, surge a informação de que a Universidade Estadual de Londrina não dispõe de pessoal suficiente para realizar uma auditoria completa no Londrina. Mas o prefeito Antônio Belinati já se manifestou disposto a ceder auditores da Prefeitura para a realização do trabalho, que continua sendo pretendido pela grande maioria dos associados e dos torcedores do Tubarão. Uma nota à imprensa foi distribuída ontem pelo ex-presidente Iran Campos, que contratou a empresa Trevisan Auditores, de São Paulo, para um levantamento completo do período em que administrou o clube. Na mesma nota, Iran Campos sugere que os demais ex-presidentes do Londrina façam o mesmo, contratando e pagando empresas especializadas para auditorias em suas administrações. De qualquer forma, o presidente da SAL, Marcos Alexandre, voltou a afirmar ontem que ‘‘a auditoria sai de qualquer jeito, nem que a SAL tenha que pagar.’

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