A crise do Londrina assumiu novas proporções. Já se fala na dispensa de alguns jogadores e até mesmo na troca do técnico Lico, que voltaria a ocupar o cargo de supervisor. Dois nomes interessariam ao Londrina. As negociações estariam em andamento. Embora Lico receba elogios dos dirigentes - na verdade, ninguém o responsabiliza pela fase ruim - a idéia é preservá-lo para diferentes tarefas nos bastidores. No entanto, o presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, nada comenta sobre o assunto.
Enquanto isso, o quarto-zagueiro Roberto Fonseca sugere a união de todos para encontrar uma saída. ‘‘É nas horas difíceis que as pessoas deveriam aparecer para nos ajudar’’, disse. O capitão do time admite que não tem explicações para justificar o que acontece. ‘‘É como se gente usasse um cobertor curto: você ajeita de um lado e desacerta do outro’’, compara, referindo-se principalmente ao que ocorreu no 1 a 1 de anteontem à noite diante do Francisco Beltrão. ‘‘Lutamos para marcar um gol e, quando conseguimos, eles foram lá e empataram’’, lembra.
Mesmo assim, Roberto Fonseca acha que é possível evitar piores desdobramentos no returno do Campeonato Paranaense. ‘‘Não vamos permitir que o Londrina bata num iceberg e afunde ainda mais’’, alerta.
Nelsinho, que entrou no segundo tempo contra o Beltrão e criou as melhores alternativas de ataque, dá um conselho. ‘‘É preciso manter a cabeça fria’’.
O clima no clube ficou muito mais tenso depois do empate contra o Beltrão, em pleno Estádio do Café. O time, penúltimo colocado, permanece na zona de rebaixamento. Além de trazer o meia Pelezinho, que defendeu times do interior paulista, o Londrina apresenta hoje o zagueiro-central Camilo, ex-Santos.
Hoje pela manhã, Lico orienta um tático e pode definir o time para o jogo de amanhã à tarde, em Curitiba, diante do Atlético.

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