Uma reunião prevista para amanhã, às 10 horas, deve apontar um novo rumo na vida do Londrina. Em pauta, o rompimento do contrato de terceirização que assegurou à Sociedade Amigos do Londrina (SAL) o direito de administrar o clube até dezembro do ano 2000. As três tentativas anteriores fracassaram.
O presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral, iria no último final de semana a Camboriú (SC) para discutir o impasse, mas mudou de idéia e permaneceu na cidade. Amaral disse ontem que espera ‘‘avançar no diálogo iniciado nos últimos dias’’. O presidente da SAL, Marcos Alexandre Domingos, voltou ontem de Curitiba. O diretor Fábio Scaff e o advogado Mauro Viotto, que cuida dos interesses de Marcos Alexandre, ainda estão no lioral catarinense. Os três afirmaram ontem que ‘‘desconhecem a reunião’’ marcada para amanhã.
Mesmo assim, Amaral manteve a agenda. ‘‘Espero que este encontro seja definitivo. Se não pudermos resolver tudo na base do diálogo, só restariam as vias judiciais’’, alerta Amaral.
O ponto mais polêmico das negociações, reafirmou Amaral, é o ressarcimento dos valores que a SAL teria investido no Londrina. As dívidas totalizariam R$ 950 mil, mas o grupo estaria em condições de comprovar R$ 410 mil. Scaff cobra R$ 150 mil e Marcos Alexandre, mais R$ 260 mil. Os dois alegam que colocaram dinheiro do próprio bolso para saldar diferentes compromissos do Londrina no primeiro semestre de 98, quando o time foi rebaixado para a Série A-2 do Campeonato Paranaense.
Amaral conta que só aguarda a entrega da lista dessas supostas despesas para confirmar a proposta que permitiria o afastamento da SAL. Segundo ele, Scaff concordou em receber o passe do jovem volante Paulo Sérgio, que surgiu nas categorias de base do clube. Marcos Alexandre ficaria com os passes de três ou quatro juniores. No entanto, ele não parece disposto a aceitar a oferta de Amaral: para ele, todos os atletas dos juniores pertencem à SAL.
Se as conversações continuarem emperradas, como aconteceu nas três reuniões anteriores, Amaral ameaça ir à Justiça, mas, antes, submeteria o assunto à votação do Conselho Deliberativo, que seria convocado amanh㠑‘em caráter de urgência’’.
Como primeiro passo, esclareceu Amaral, a SAL retomaria o futebol profissional do Londrina. Em seguida, os dirigentes reivindicariam judicialmente o fim do acordo de terceirização, sob o argumento de que SAL não cumpriu os objetivos prometidos no contrato assinado em 1996.
As divergências provocaram confrontos entre Marcos Alexandre e o coordenador-geral do Londrina, vereador Célio Guergoletto, que encabeçou o grupo que dirigiu o clube no segundo semestre de 98 - o Londrina terminou em quarto lugar o quadrangular final da competição, que definiu duas vagas para a Série A do Campeonato Brasileiro. Os dois trocaram acusações na semana passada.

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