Fim da crise. A Sociedade Amigos do Londrina (SAL) não tinha mais interesse em administrar o futebol do Londrina e até amanhã deverá entregar, em definitivo, o time para a diretoria, rompendo assim, prematuramente, um contrato que tinha com o clube até o ano de 2001. Fábio Scaff, membro da SAL, e Antonio Amaral, presidente do Conselho Deliberativo do clube, chegaram a um denominador comum e agora resta definir os termos para assinatura do contrato que encerra a crise que vinha tumultuando o Londrina desde o término do Campeonato Brasileiro da Série B, em dezembro. A SAL afastou-se do clube no segundo semestre, após ver o time rebaixado para a Série A-2 do Paraná.
‘‘Estamos com tudo praticamente definido. Como não temos mais interesse em tocar o futebol profissional, vamos devolvê-lo ao presidente Zé Café e ao presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral. Como vou deixar a cidade na sexta-feira (amanhã), quero deixar tudo assinado para ficar tranquilo’’, disse Fábio Scaff, antes da reunião que terminou por volta das 18h30.
Pelo acordo, o Londrina vai utilizar os cerca de 40 jogadores - juniores revelados nas duas últimas temporadas e alguns profissionais, como é o caso do meia Nelsinho - da SAL, inclusive com direito de vendê-los. Só que, nesse caso, 50% da receita será repassada para amortizar a suposta dívida do clube com a SAL, que hoje seria de R$ 640 mil, já deduzida aí a parte da venda dos jogadores Pitt e Edmar.
Como Reginaldo está no Coritiba e pode ser vendido, a dívida cairia para R$ 490 mil. ‘‘No momento em que a dívida da SAL acabar, automaticamente todos os jogadores que hoje nos pertencem passam a ser do Londrina’’, explica Fábio Scaff.
Agora a missão de Antonio Amaral é reunir o Conselho Deliberativo e homologar o acordo para que a SAL possa romper o contrato, cujo final aconteceria em 1º de março de 2001. ‘‘Não deverá ser uma tarefa difícil, porque o acordo é bom para o Londrina’’, afirma Fabio Scaff.

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