Saiu o nó da garganta: o Brasil está na Copa
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Da Redação 
Quando o árbitro argentino Daniel Gimenez apitou o final da partida entre o Brasil e a Venezuela, o goleiro Marcos abriu os braços no gol defendido por ele no Estádio do Castelão em São Luiz e fez uma oração. Coração aliviado, tensão dissipando, sorriso no rosto. Um momento para ser lembrado. O Brasil venceu por três a zero. Os gols foram marcados por Luizão (dois) e Rivaldo.
''Eu agradeço a todos os brasileiros que sofreram junto com a gente. Foi sofrido mas vamos para a Copa'', disse o lateral Roberto Carlos.
O artilheiro Luizão, que fazia aniversário ontem, comemorou: ''Deus não podia me dar um presente melhor do que esse''. O irreverente Edilson não deixou por menos: ''Para quem não acreditava na gente, tá bom demais''. O Brasil está na Copa do Mundo de 2002.
Antes de entrar em campo os jogadores tentavam demonstrar otimismo mas não conseguiam esconder a intranquilidade. Isso ficou provado nos primeiros minutos da partida. A equipe brasileira estava nervosa mas decidida a apagar da memória dos torcedores brasileiros as más atuações da fase de classificação.
Aos 11 minutos começou a brilhar a estrela de Edilson. O atacante do Flamengo foi lançado entrou na área trombando com um zagueiro da Venezuela. Malandramente, ao cair, puxou o braço do venezuelano derrubando-o. A bola sobrou limpa para Luizão que teve pouco trabalho para abrir o placar. Luizão chorou de alegria ao abraçar o técnico Felipão.
Sete minutos depois Edilson aprontou das suas novamente. Ele amaciou a bola e empurrou açucaradamente para Luizão que ficou cara a cara com o goleiro Dudamel. Mais uma vez o atacante corintiano demonstrou porque é um dos principais matadores do futebol brasileiro. O segundo gol deu um certo alívio para o time que passou a tocar a bola com mais tranquilidade.
Quando a torcida já começava a gritar olé, aos 34 minutos, Edilson, de novo aprontou. Ele entrou driblando dentro da área, tocou para Rivaldo que só teve o trabalho de preparar melhor o chute e colocar a bola no fundo da rede. O Castelão quase veio abaixo.
Quem esperava um segundo tempo arrasador como fora a primeira etapa se decepcionou. Com três a zero no placar, os jogadores da Seleção Brasileira começaram a tocar a bola com tranquilidade mostrando que estavam mais para garantir o resultado do que golear o adversário.
Esse trabalho foi facilitado com a expulsão de Luiz Vera, aos três minutos, que numa bola dividida, deu uma cotovelada no rosto de Juninho. Era o que bastava. O técnico Richard Paez tirou o atacante Moran e colocou o zagueiro Gimenez para tentar evitar uma goleada.
No Brasil saiu Luizão - muito aplaudido pela torcida - e entrou Denilson, para a festa da torcida. Pouco depois Juninho cedeu seu lugar a Ronaldinho. Com as mudanças a partida ganhou em lances criativos mas com poucos resultados práticos. Aos 33 Edilson saiu para a entrada de Marcelinho Paraíba.


