São Paulo - O sonho de Jaime Oncins em ser o capitão da equipe brasileira da Copa Davis não durou o suficiente nem para que ele pudesse estrear, no confronto contra o Paraguai. Abatido e frustrado com toda a polêmica que envolveu sua nomeação, o ex-tenista renunciou ao cargo ontem, depois de ver que praticamente todo o time já havia aderido ao boicote e não poderia mais contar com Gustavo Kuerten, Flávio Saretta e nem mesmo André Sá.
Ao anunciar a renúncia, Oncins leu um comunicado e mostrou-se preocupado em não querer aparecer como culpado pelo boicote, embora sua indicação para o cargo substituindo Ricardo Acioly , no final de fevereiro, na Costa do Sauípe, tenha sido o estopim para a crise do tênis brasileiro.
Oncins teve o cuidado, inclusive, de mostrar um vídeo em que Guga, em entrevista coletiva realizada no dia anterior em Florianópolis, revelava a razão de sua saída da equipe por não concordar com a atual administração da CBT e não teria nada pessoalmente contra o novo técnico.
''Eu ouvi de Guga que sua decisão em não jogar a Davis tornou-se ainda mais difícil por eu ser o capitão'', afirmou Oncins. ''Por isso, saio de cabeça erguida e com a esperança de, no futuro, os jogadores voltem a disputar a Davis e eu possa realizar meu sonho.''
Diante da polêmica disputa entre Guga e a CBT, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tratou de acabar com qualquer dúvida e garantiu, em comunicado oficial divulgado ontem, que Guga poderá representar normalmente o País nos Jogos de Atenas.
Ao desistir da disputa da Copa Davis, Guga comprou uma briga com a CBT, o que poderia prejudicar sua convocação para a Olimpíada. Mas o comunicado do COB, esclarece que o que vale classificação para Atenas é o índice estabelecido pela Federação Internacional de cada esporte. Assim sendo, o ranking da ATP é que vai definir os tenistas olímpicos. (A.E.)

mockup