A saída do diretor-jurídico Mauro Viotto e o pedido de licença do diretor de futebol Fábio Scaff mostraram ontem outro capítulo de uma tensa novela e elevaram os limites da crise do Londrina. Apesar do gesto de ambos - e dos conselhos de Viotto para que os demais companheiros também se retirassem - o presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, avisou que fica.
Marcos Alexandre esteve no VGD, no início da noite, para comandar uma reunião de que ainda participaram o presidente do Londrina, Zé Café; o vice Agostinho Garrote e o técnico Lico, além de Célio Guergoletto, que havia se desligado anteriormente da SAL. Agora, o grupo se resume à presença de Marcos Alexandre e Marco Antônio Ramondini, que resistem à turbulência que balança o clube.
Marcos Alexandre promete ir às últimas consequências para tirar o Londrina do fundo do poço. Célio Guergoletto largou a reunião pela metade e explicou que lá estava apenas como colaborador para discutir os problemas do time e apresentar uma lista de cinco reforços, incluindo o atacante Paloma (ex-América de Natal) e o volante Lima (ex-Bahia). Os outros nomes, mantidos em sigilo, serão submetidos hoje ao treinador. O capitão Roberto Fonseca entrou na sala para, em nome dos colegas, reivindicar salários atrasados. Marcos Alexandre, que permanecia a portas fechadas, teria prometido pagar tudo hoje.
Ao contrário de Marcos Alexandre, Viotto decidiu que não vale mais a pena remar contra a maré. Ele deixou o cargo sem esconder o desgaste provocado pela má campanha da equipe.
As ameaças dos torcedores, domingo, no Estádio do Café, foram o pretexto mais forte que Viotto usou para sair de cena. ‘‘Descobri que, nas atuais circunstâncias, o futebol é inviável em Londrina’’, desabafou .

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