A saída do atacante Denílson, que viaja para a Espanha no fim do mês, abriu uma nova perspectiva tática para o técnico Nelsinho Baptista, do São Paulo. ‘‘Claro que se trata de um jogador fora-de-série’’, comentou o treinador. ‘‘Mas, sem ele, o time terá mais presença na área.’’
Com Denílson, o São Paulo concentrava suas jogadas de ataque pela esquerda. ‘‘Era nossa principal opção de contra-ataque’’, reconhece Nelsinho. Com a saída do meia e a chegada de Raí, o São Paulo passou a ter dois atacantes na área (Dodô e França), além de opções pelas laterais e no meio-de-campo. ‘‘A referência do nosso jogo não está mais centralizada em um único jogador.’’
No momento de sair em busca do gol, os meias Fabiano e Carlos Miguel conduzem a bola e fazem a ligação da defesa com o ataque. Isso pode acontecer pela esquerda, com Miguel e Serginho avançando para tabelar com Raí. Ou pela direita, com Fabiano e Zé Carlos, novamente com Raí como referência.
Apesar do longo tempo que teve para treinar, Nelsinho não conseguiu testar o esquema tático com amistosos, apenas jogos em treinamento - foram oito, no total. ‘‘O time só vai conseguir o ritmo durante os jogos’’, disse o técnico.
Zé Carlos reintegrou-se ontem no Centro de Treinamento da Barra Funda, mas ainda não sabe se enfrenta o Palmeiras, no clássico de domingo, confirmado pela CBF para o Morumbi. ‘‘Ainda estou um pouco cansado porque não deu tempo para descansar’’, comentou o lateral. ‘‘Mas não posso perder tempo para conseguir a mesma condição física dos outros jogadores.’’
O atacante Dodô aceitou renovar por antecipação seu contrato, que vence em dezembro. Também o volante Gallo acertou um novo contrato, com duração de um ano.

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