Sai hoje o outro finalista
França e Croácia lutam, hoje, no Estádio da França, em Saint-Denis, por um sonho: disputar uma final de Copa do Mundo. Os franceses tiveram esta oportunidade em três ocasiões, mas não venceram seu jogos das semifinais. Desde 1958, na Suécia, quando conquistou o terceiro lugar, a França tem procurado melhorar. Ao longo da história, o país teve jogadores importantes, como Just Fontaine, que marcou 13 gols na Suécia, e Platini, que ajudou a França a vencer o Campeonato Europeu de 1984. Hoje, tem Zinedine Zidane e vários outros jogadores jovens.
Por jogar em casa, os franceses contarão com o apoio da torcida. Outro fator positivo é que o ânimo de seus jogadores está mais reforçado, depois das difíceis vitórias sobre Paraguai e Itália. No papel, o time comandado por Aime Jacquet nunca foi considerado favorito para conquistar o Mundial, mas a segurança da defesa e um pouco de sorte mudaram esta perspectiva. O maior problema da seleção francesa é que até agora o ataque tem encontrado inúmeras dificuldades para converter em gols as oportunidades surgidas.
Ninguém pode reprovar nosso estilo de jogo, mesmo porque sempre tomamos a iniciativa, mas, infelizmente, acabamos dificultando os jogos porque não marcamos os gols. Esse problema foi a maior dificuldade contra Paraguai e Itália, disse Jacquet. Mas é quando se fala da defesa que o treinador vibra. Temos a melhor da Copa. A prova é que tomamos apenas um gol, e de pênalti. Jacquet só não quis confirmar que o time depende muito de Zidane. Temos muitos jogadores importantes. Falar de apenas um seria injustiça.
Já o volante Petit, considerado pela torcida como a alma do time francês, acha que os croatas serão os adversários mais difíceis do Mundial. Eles provaram contra a Alemanha que não vieram fazer turismo na França. A Croácia é uma jovem nação, mas seus jogadores de futebol são muito experientes, pois alguns jogaram pela Iugoslávia, no último Mundial, e outros disputam os principais campeonatos europeus de clubes, afirmou ele, que já teve alguns problemas de relacionamento com o atacante Djorkaeff. Isso faz parte do passado. Agora, só pensamos em vencer a Croácia e disputar a final contra Brasil ou Holanda.
Jacquet, já esperando um jogo muito equilibrado, resolveu fazer um apelo para a torcida francesa. O nosso público terá um papel importantíssimo contra a croácia. Felizmente, nossa torcida se deu conta de que tem uma boa seleção. Sabemos de nossas condições e vamos provar aos franceses que esta é uma boa equipe, concluiu ele, lembrando da importância do jogo.
Pelo lado croata, a preocupação é fazer história. Por se tratar de um país jovem, ainda sem tradição no futebol, os jogadores já são considerados heróis nacionais. Certos de que podem ir mais longe ainda nesta Copa, eles demonstram muita confiança no talento de seus atletas. A força física do grupo chega até a ser deixada de lado. Mas, o técnico Miroslav Blazevic costuma dizer que no futebol atual é preciso unir habilidade e força. A estrela croata, Davor Suker, asegura que sua equipe só sabe atacar. A Croácia chegou à semifinal por méritos. Contra a Romênia, tivemos problemas nas conclusões, mas aproveitamos um pênalti e vencemos. Já contra os alemães soubemos lucrar com a expulsão de Worns e realizamos nossa melhor partida na Copa, disse ele, finalizando que Vlaovic e Suker são as esperanças da Croácia.
FICHA TÉCNICAFrance PresseFera da FrançaChegar a disputa inédita em uma final de Copa do Mundo é o maior desejo dos franceses e Zidane é a maior esperança para essa façanhaAgência Estado





